Saiba as
últimas notícias

Cegonhas

apanhadas pela tempestade

Duas cegonhas-brancas foram devolvidas à natureza na escola EB 1, 2 de Soure, pelo CERVAS. Ambas as aves tinham sofrido acidentes, provavelmente de colisão contra estruturas, durante a tempestade Leslie. 

Estas aves foram encontradas em locais diferentes na zona do Baixo Mondego por particulares que as encaminharam para o CERVAS através do SEPNA/ GNR de Montemor-o-Velho e de vigilantes da natureza do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

Ambas as cegonhas eram adultas e apresentavam sintomas neurológicos devido ao trauma das colisões. No momento do ingresso, nenhuma das aves se conseguia manter em pé de forma consistente e a evolução durante os primeiros dias foi lenta. Os processos de recuperação consistiram em tratamento específico, alimentação e finalmente treino de voo e musculação numa instalação de grandes dimensões.

A devolução à natureza foi organizada pela Associação de Pais da Escola EB 1, 2 de Soure e permitiu a esta comunidade escolar acompanhar de perto o regresso das cegonhas à natureza.

Fonte: CERVAS

18 Janeiro 2019

“Plasticus Maritimus”

uma espécie invasora

O plástico, “Plasticus Maritimus”, a nova espécie invasora que toma posse dos nossos oceanos, é cada vez uma maior ameaça para a biodiversidade e para a vida marinha. 

“Se há um problema que nos preocupa, se conseguimos ver com clareza como esse problema pode ter consequências graves, então faz sentido acreditar e arregaçar as mangas”, revela Ana Pêgo, bióloga marinha portuguesa e co-autora do livro ilustrado “Plasticus Maritimus, uma espécie invasora” sobre os perigos do plástico nos oceanos.

O livro “Plasticus Maritimus, uma espécie invasora”, que tem como objetivo motivar a mudança, contém informação sobre a relação entre o plástico e os oceanos e inclui um guia para preparar idas à praia, com o objetivo de colecionar e analisar exemplares desta espécie.

Sabias que 2030 é o ano limite dado pela União Europeia para a reciclagem ou reutilização de toda as embalagens? Ao ritmo atual, calcula-se que em 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes.  

Fonte: RTP 

17 Dezembro 2018

Morcego-hortelão-escuro

Em recuperação no RIAS

O Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens da Ria Formosa (RIAS) recebeu pela primeira vez em novembro um morcego-hortelão-escuro para reabilitação.

O morcego, que tinha sido retirado da boca de um cão doméstico, está incapacitado de voar devido a uma deslocação grave no pulso da asa esquerda. Com o objetivo de ser reabilitado e um dia devolvido à natureza, o morcego está a ser tratado com antibiótico e anti-inflamatório e é alimentado com larvas de insetos.

Sabias que em Portugal os morcegos são maioritariamente insetívoros? Esta espécie pode ingerir diariamente mais de metade do seu peso em insetos. Anualmente, uma colónia de morcegos pode chegar a consumir meia tonelada de insetos.

Esta espécie, de médio porte, pode ser encontrada em pontes, cavidades de árvores e fendas de rochas.

Fonte: RIAS

13 Dezembro 2018

A arca de Noé

Chegou a Lisboa

A arca de Noé dos tempos modernos atracou em Lisboa no dia 28 de novembro. Nesta arca, podemos ver mais de uma centena de fotografias de animais em cativeiro, muitos deles em vias de extinção.

O fotógrafo responsável por esta exposição, o norte-americano Joel Sartore, teve a ideia de construir esta arca de Noé há 13 anos. O seu grande objetivo é de fotografar as mais de 12 mil espécies existentes em cativeiro – até agora, já soma 8400, para alertar e evitar a extinção de muitos destes animais ameaçados.

Das cerca de 100 fotografias expostas nas Galerias de Cordoaria, 12 foram fotografadas em Portugal. Os animais aparecem em fundos brancos ou negros, quase sempre de olhos fixos na câmara.

A “Photo Ark”, como é apelidada a exposição, estará disponível até 5 de maio. Os visitantes podem ainda assistir a três documentários acerca deste projeto que já foram exibidos em reservas animais e jardins zoológicos por todo o mundo.

Fonte: TimeOut Lisboa

11 Dezembro 2018

A águia- d ’asa-redonda

Com um final feliz

Durante uma ação do Heróis de Toda a Espécie foi feita a devolução à natureza de uma águia-d ‘asa-redonda, no Carriço, Pombal.

Esta ave tinha sido encontrada na berma de uma estrada em Montemor-o-Velho após ter sido atropelada. As pessoas que a recolheram entregaram-na à equipa do SEPNA (GNR local) que por sua vez a encaminhou para o CERVAS, em Gouveia, através dos vigilantes da Natureza do ICNF/ Mata Nacional do Choupal. 

Quando a águia chegou ao CERVAS foi constatado que a mesma não tinha fraturas, mas apresentava alguns sintomas neurológicos devido ao trauma do atropelamento. Durante os primeiros dias de recuperação, a ave estava descoordenada, não se conseguindo manter em pé e teve que ser forçada a alimentar-se. 

A recuperação desta ave demorou cerca de 1 mês e consistiu em treino de voo, musculação e contacto com outras aves de rapina diurnas.

Sabias que esta ave é muitas vezes fácil de observar em zonas humanizadas? A águia-d ‘asa-redonda é uma ave comum em Portugal, de médio porte, com vários tipos de habitats – desde áreas agrícolas a florestais. É uma ave considerada “amiga” dos agricultores por ter uma alimentação constituída maioritariamente por pequenos mamíferos, principalmente roedores.

Fonte: CERVAS

03 Dezembro 2018

Cabras e ovelhas

para prevenir incêndios

O projeto ‘Gado Sapador', da Agência de Desenvolvimento Gardunha 21, do Fundão, foi o vencedor da quinta edição do Prémio AGIR da REN, este ano dedicado ao tema da preservação do património natural.

Defender e fomentar a vigilância da floresta contra incêndios, recorrendo a rebanhos de ovelhas e cabras geridos por pastores é o mote de um projeto autossustentável, que vai permitir gerar ainda verbas próprias com a comercialização de leite, queijo e carne, provenientes dos rebanhos.

A Serra da Gardunha é caraterizada por uma extensa área de baldios em risco de abandono, potenciando o perigo de fogos. É aqui que se desenvolve a iniciativa ‘Gado Sapador', que tem como objetivo a prevenção de incêndios, recorrendo à prática do pastoreio. Assim, a limpeza de mato da floresta é feita por rebanhos de duas espécies nativas da região - a Cabra Charnequeira Beiroa e a Ovelha Churra do Campo - que ao comerem e pisarem o pasto permitem controlar os fatores de combustão e criam condições para a reprodução natural de duas espécies autóctones (castanheiro e carvalho), que funcionam como barreiras físicas à progressão dos incêndios. Por outro lado, a presença de pastores que gerem os rebanhos favorece a vigilância e uma mais rápida deteção em caso de incêndio.

O projeto ‘Gado Sapador' vai permitir ainda gerar emprego, através, por exemplo da contratação de pastores e é um fator de desenvolvimento social e económico, uma vez que envolve várias instituições regionais parceiras do projeto, nomeadamente a Câmara Municipal do Fundão; a Junta de Freguesia do Souto da Casa; o Clube de Produtores do Fundão; a Associação de Caça e Pesca do Souto da Casa; a Associação de Queijeiros da Soalheira e a Associação de Defesa Sanitária da Cova da Beira.

Ana Cunha, do Conselho Diretivo da Agência de Desenvolvimento Gardunha 21, salienta que a atribuição do Prémio AGIR "premeia o mérito do projeto ‘Gado Sapador' e é o reconhecimento nacional do relançamento de uma prática ancestral - a pastorícia -, como uma das soluções para a preservação da floresta e a prevenção de incêndios. Por isso, este é um projeto que tem todas as capacidades de ser alargado ao resto do país". | Vídeo aqui.

Segundo prémio para iniciativa de promoção ambiental em Braga

O projeto ‘Encosta do Sol", desenvolvido pela Bonus Itineris - Cooperativa de Qualificação Turística e Ambiental, do concelho de Braga, foi distinguido com o segundo lugar nesta quinta edição do Prémio AGIR da REN.  A Bonus Itineris pretende com este projeto estabelecer uma ligação ecológica, em contexto natural, entre a cidade de Braga e a Serra do Carvalho, através de uma cintura verde, entre a cidade e os montes - Monte de Vasconcelos e Monte Pedroso - valorizando os seus contributos em termos ambientais, patrimoniais e paisagístico.  A iniciativa tem como objetivo melhorar a acessibilidade entre o meio urbano e o meio natural, a pé ou de bicicleta. 

 

Terceiro lugar para projeto de mulheres que defendem o Estuário do Sado

O terceiro lugar na quinta edição do Prémio AGIR foi para o projeto "Guardiãs do Mar", desenvolvido pela Ocean Alive - Cooperativa para a educação criativa marinha, em Tróia, Setúbal. Através do envolvimento das mulheres da comunidade piscatória, denominadas "Guardiãs do Mar", o projeto tem como objetivo proteger as Pradarias Marinhas no estuário do Sado, que têm sido alvo de destruição nos últimos 20 anos e são um dos principais berçários da biodiversidade do país.  

No próximo ano a REN promove a sexta edição do Prémio AGIR que terá como tema o "Combate ao abandono escolar e promoção do sucesso escolar".

Sobre o Prémio AGIR

27 Novembro 2018

As ferramentas

que as Catatuas constroem

Com os seus bicos, as catatuas constroem ferramentas que lhes permitem alcançar a melhor comida possível.

Sabias que as catatuas são animais extremamente inteligentes capazes de abrir fechaduras, ligar formas e até conduzir miniaturas de bicicletas? De acordo com cientistas austríacos, seis catatuas (Dolittle, Figaro, Kiwi, Konrad, Pipin e Fini) têm sido testadas, ao longo de vários anos, mostrando capacidades fora do “normal” para animais. 

Ao longo dos anos, os investigadores foram observando esta espécie a utilizar os seus bicos como furadores para criar instrumentos, com o comprimento necessário, para chegarem à comida que desejavam. Inclusivamente, quando os investigadores tornaram o seu trabalho mais difícil, uma das catatuas, a Fini, fez uma tira mais fina, com papelão, pois o buraco que dava acesso à comida era menor.

Segundo uma das investigadoras, “elas faziam tiras de papelão significativamente mais longas quando a recompensa de comida estava mais longe e tiras mais curtas quando a comida estava mais perto do buraco”.

Tens curiosidade de ver mais? Vê este vídeo onde uma catatua constrói ferramentas.

Fonte: Observador

20 Novembro 2018

Espécies de água doce

invadem ecossistemas em Portugal

Peixes, bivalves e crustáceos, provenientes de locais remotos da Ásia ou América, chegam a Portugal cada vez em mais larga escala, criando uma invasão dos ecossistemas.

Estas espécies invasoras, algumas causadoras de danos ambientes e económicos, estão a ser introduzidas em Portugal com um ritmo de 14 novas espécies por década. Até 1970, eram apenas introduzidas 2 novas por década.

Nem todas estas espécies que chegam tanto ao continente português como aos arquipélagos dos Açores e da Madeira são nocivas para os animais nativos e seus habitats. Mas, de acordo com o especialista Pedro Anastácio, do Centro de Ciências do Mar e do Ambiente, é necessário antecipar a chegada das espécies e monitorizar a sua presença nas águas portuguesas.

Fonte: Diário de Notícias

13 Novembro 2018

45 andorinhões

de novo nos céus

80 dos 45 andorinhões que ingressaram o CERVAS nos últimos meses foram devolvidos à natureza. Este é um dos grupos de aves mais representado no total de ingressos no centro, com uma tendência de aumento progressivo nos últimos anos.

Durante 2018, 58 andorinhões pálidos e 22 andorinhões pretos foram recuperados pelo CERVAS, sendo que desta amostra 43 eram crias que tinham caído do ninho, 15 juvenis e 22 adultos que tinham sofrido diversos tipos de acidentes, principalmente colisões com estruturas. 

O crescente número de aves recuperadas justifica-se por haver maior divulgação sobre o que se deve fazer quando se encontram aves em estados debilitados. As aves chegam ao CERVAS e a outros centros de recuperação de forma mais rápida, uma vez que autoridades como a SEPNA/GNR, PSP e ICNF fazem um encaminhamento imediato das mesmas. Este encaminhamento imediato veio contribuir muito positivamente para o sucesso de recuperação dos andorinhões. 

Sabias que o andorinhão caça enquanto voa? No seu habitat natural, a natureza, o andorinhão consegue capturar mais de 300 espécies de diferentes insetos de pequeno porte e também aranhas. Para além de se alimentarem em pleno voo, estas pequenas aves também dormem e copulam.  

Fonte: CERVAS

08 Novembro 2018

Mamíferos em perigo

de extinção em massa

Inúmeras espécies de mamíferos estão em perigo de enfrentar a extinção, nos próximos 50 anos, se nada for feito para a sua conservação.

Segundo uma equipa de cientistas das universidades de Aarhus, na Dinamarca, e de Gotemburgo, na Suécia, a evolução das espécies não está a conseguir acompanhar as extinções em massa. Através de diversas simulações computacionais sobre a evolução das espécies e de dados sobre a evolução das relações e do tamanho das espécies de mamíferos sobreviventes e extintas, a evolução dos mamíferos não está a acompanhar o ritmo a que as espécies estão a desaparecer.

Mamíferos como o rinoceronte-negro, nativo de África, estão em risco elevado de desaparecer dentro de cinco décadas, sem deixarem nenhum “parente” próximo que dê continuidade à linhagem.

De acordo com os cientistas, num cenário otimista, serão precisos três a cinco milhões de anos para que a biodiversidade entre os mamíferos volte aos patamares anteriores à evolução dos homens modernos.

Fonte: ZAP

06 Novembro 2018

Jovens grifos

prosseguem viagem

Três jovens grifos foram devolvidos à natureza em Pinhel e no Sabugal, tendo esta última devolução acontecido durante a comemoração do aniversário da Reserva Natural da Serra da Malcata.

Estas aves juvenis tinham sido encontradas num estado debilitado e foram acolhidas no CERVAS para um processo de recuperação que consistiu em alimentação, treino de voo e socialização com outros abutres. 

Durante o final do verão, o ingresso de jovens abutres nos centros de recuperação em Portugal é habitual, sendo esta uma altura marcada pela migração destas aves para África. Por vezes, as aves desviam-se da rota ideal ou perdem-se do grupo. Os grifos podem ser encontrados em qualquer zona do país, sendo que as zonas habitacionais são as mais comuns. 

Sabias que os grifos conseguem voar grandes distâncias? Os grifos são aves diurnas de grande dimensão que voam grandes distâncias, planando quase sem bater as asas. Esta espécie é gregária, podendo formar bandos com algumas dezenas de aves, e distribui-se pela metade interior do território nacional, sendo que são mais comuns junto à fronteira com Espanha. 

Fonte: CERVAS

02 Novembro 2018

Águia volta à natureza

no Dia Mundial do Animal

No Dia Mundial do Animal, uma águia calçada foi devolvida à natureza, na zona do Parque Biológico de Vinhais.

A ave tinha sido recolhida e encaminhada para o Centro de Recuperação de Animais Selvagens (CRAS) da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, apenas com três meses de vida, após ter sido encontrada num tanque de rega de uma quinta em Bragança. 

Com agora cerca de um ano e três meses de vida, a águia mostrou estar em condições de regressar à natureza e assim o fez com cerca de 50 crianças do Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia de Vinhais a assistirem.

Fonte e Imagem: Jornal de Notícias, Glória Lopes

31 Outubro 2018

Jardins Escolinhas

em Ponte de Lima

Está a decorrer até ao final do mês o Festival Internacional de Jardins de Ponte de Lima, um projeto pioneiro em toda a Península Ibérica e uma referência a nível internacional no que diz respeito ao ecoturismo e à sustentabilidade, que conta com o apoio da REN - Redes Energéticas Nacionais.

Nesta que já é a sua décima quarta edição, a REN, enquanto patrocinadora deste evento, apoia diretamente os Jardins Escolinhas, iniciativa integrada no Festival Internacional. 

Sob o tema "O Clima nos Jardins", alunos de escolas do município de Ponte de Lima juntaram-se a esta iniciativa que tem como principais objetivos "conferir um contributo pedagógico, de mobilização e de sensibilização da população, sobretudo das camadas mais jovens, para a arte dos jardins e para os problemas ambientais", destaca o Presidenta da Câmara de Ponte de Lima.

"Um Jardim Sustentável", "O Jardim das 4 Estações", "O Clima nos Jardins de Portugal", O Jardim do Clima", "Ser Criança outra vez...", "Uma Ponte, Um Rio", "Climas Favoráveis", "A Seca", "O Jardim das Variações", "Estações de Sonho", "A Descoberta de Novas Terras", "Uma ‘flor' Preciosa e Delicada, o nosso Planeta", são os doze jardins que pode visitar, até 31 de outubro, no Festival de Jardins Escolinhas de Ponte de Lima.

26 Outubro 2018

LIFE LINES

Preservação de espécies animais

A REN – Redes Energéticas Nacionais assinou um protocolo com a Universidade de Évora (UE) para o estudo e conservação de comunidades de animais debaixo das linhas de transporte de energia. 

Esta parceria surge no âmbito do projeto LIFE LINES – “Redes de Infraestruturas Lineares com Soluções Ecológicas” e permite a criação de verdadeiras “ilhas de biodiversidade” debaixo dos postes. Para o efeito, a REN vai apoiar esta iniciativa através da promoção de contactos com os proprietários dos terrenos atravessados pelas linhas de transporte de energia na área de intervenção do projeto LIFE LINES.

O LIFE LINES é uma parceria entre a Universidade de Évora, que é a entidade coordenadora, e a empresa Infraestruturas de Portugal SA, as Câmaras Municipais de Évora e Montemor-o-Novo, a Marca, que é uma Associação de Desenvolvimento Local, e as Universidades de Aveiro e do Porto (Faculdade de Ciências). Este projeto pretende ensaiar, avaliar e disseminar medidas de mitigação aplicáveis às infraestruturas lineares (ferrovias, estradas e linhas de transporte de energia) em várias espécies e, simultaneamente, promover a criação, ao longo das mesmas, de uma Infraestrutura Verde de suporte ao incremento e conservação da biodiversidade.   

Com a colaboração dos proprietários dos terrenos atravessados pela linha Palmela – Évora e Estremoz-Divor, e no âmbito do projeto LIFE LINES, o objetivo desta parceria passa por semear e plantar várias espécies de plantas autóctones, sob os postes localizados em áreas com pouca cobertura vegetal. Espera-se que estes locais possam ser ocupados de forma permanente, ou funcionar como corredores para alguns animais de pequeno porte incluindo borboletas, aves, roedores, musaranhos, etc., promovendo assim um incremento de espécies através da criação de habitats nas áreas intervencionadas.

A equipa do LIFE LINES é constituída por mais de 30 elementos, incluindo gestores de infraestruturas lineares, biólogos, engenheiros do ambiente, arquitetos paisagistas, engenheiros civis, designers, técnicos especializados em trabalhos de campo, em comunicação, em informática, na gestão administrativa de projetos, etc.

Para Francisco Parada, responsável da área de Qualidade, Ambiente e Segurança da REN, a biodiversidade é um dos descritores ambientais mais relevantes considerados na avaliação sistemática dos eventuais impactes das atividades da REN nas várias fases do ciclo de vida das suas infraestruturas. Por isso, esta parceria permite-nos mitigar e compensar os impactes provocados pela nossa atividade sobre a biodiversidade”. Este trabalho conjunto surgiu através da Cátedra REN em Biodiversidade com a Universidade do Porto, “que acompanhará a análise de dados que serão obtidos desta parceria com a Universidade de Évora”, salientou ainda.

Para António Mira, responsável do projeto e docente da Universidade de Évora, estas parcerias com as entidades gestoras das infraestruturas constituem um aspeto chave com vista a testar e implementar com sucesso soluções eficientes que compatibilizem a existência destas infraestruturas com a conservação da biodiversidade e serviços dos ecossistemas por ela prestados. António Mira salienta ainda o grande potencial que os espaços marginais seminaturais frequentemente associados às diferentes infraestruturas (bermas, base dos apoios de linhas elétricas, etc.) têm para funcionar como refúgios e corredores para várias espécies que, se geridos de forma integrada, poderão dar um forte contributo para a promoção da biodiversidade a um nível alargado na paisagem.  

SOBRE O LIFE LINES: 
O LIFE LINES é um projeto português, pioneiro na Europa, que se desenvolve no Alentejo Central. Visa implementar uma série de medidas para reduzir a mortalidade da fauna, controlar plantas exóticas invasoras e promover a criação de uma Infraestrutura Verde de suporte ao incremento e conservação da biodiversidade em paisagens importantes para a conservação que são atravessadas por infraestruturas lineares.

É um projeto de conservação aplicado que assenta no conhecimento sólido do território de intervenção e da sua biodiversidade, bem como dos impactes das infraestruturas lineares nos mesmos.

O LIFE LINES é desenvolvido em parceria com sete entidades, universidades de Évora, Aveiro e Porto, câmaras municipais de Évora e Montemor-o-Novo, Infraestruturas de Portugal SA e Marca -  Associação de desenvolvimento local e tem a colaboração da REN e da EDP-distribuição.  O projeto conta com uma forte vertente inovadora, nomeadamente ao nível da utilização de novas tecnologias ao serviço da biodiversidade, incluindo o ensaio de dispositivos para registar automaticamente animais atropelados ou para dissuadir o poiso de aves em apoios de linhas eléctricas.

Mais informação sobre o projeto, aqui. 

29 Outubro 2018

Invasão da Vespa Asiática

As suas consequências

A vespa Asiática, também conhecida como vespa velutina, é uma espécie invasora presente em Portugal que está a ameaçar a vida selvagem e que terá consequências económicas para o país.

Este inseto, nativo de algumas regiões da Ásia, foi detetado pela primeira vez na Europa em 2004 e em Portugal em 2011. A sua presença tem vindo a aumentar afetando com gravidade os setores da apicultura e o setor agrícola, pelo decremento da quantidade de insetos polinizadores.

Sabias que a vespa velutina é uma espécie carnívora? Estes insetos, predadores, alimentam-se especialmente da abelha europeia (abelhas do mel), mas também é uma ameaça real para as abelhas silvestres. São, também, uma ameaça para as pessoas pois são uma espécie extremamente agressiva na proteção dos seus ninhos (chegando a perseguir a ameaça até algumas centenas de metros).

Fonte: Universidade de Aveiro Online

25 Outubro 2018

Alunos em projeto

de limpeza das praias do Algarve

“A minha praia” junta alunos da Escola Básica 1º Ciclo de Santa Luzia, em Tavira, para a limpeza da Praia do Barril. 

Aos alunos foi feita uma introdução à problemática do lixo marinho, as suas origens e os impactos que podem ter para a saúde do meio marinho, para o quotidiano das populações residentes e economia local. Depois, munidos por luvas protetoras, sacos de recolha de lixo e fichas de registo e catalogação, os alunos começaram a limpeza de uma parcela da Praia do Barril.

Este projeto, vencedor da primeira edição do Orçamento Participativo Portugal, é coordenado pelo Centro Ciência Viva de Tavira e conta com o apoio do IPMA (Instituto Português do Mar e da Atmosfera), da Agência Portuguesa do Ambiente, de vários municípios algarvios e do empreendimento turístico Pedras d’El-Rei.

Apesar do público-alvo do projeto ser o público escolar, este projeto procura também sensibilizar a sociedade para as consequências ambientais, económicas e sociais da crescente presença de lixo no meio marinho e zonas a ele associadas, como as praias.

Fonte: Sul Informação

22 Outubro 2018

Lagos nas matas nacionais

para conter incêndios

Uma solução oferecida por peritos de Ambiente sugere a criação de charcos permanentes (mesmo que artificiais), em locais das matas menos arborizados, para dificultar a propagação das chamas. 

Segundo a Comissão Científica do Programa de Recuperação das Matas Litorais, constituída pelo governo após os devastadores fogos de 2017, para analisar e propor melhorias nas matas nacionais, esta é uma das dezenas de medidas necessárias para prevenir que os fogos destruam as nossas matas.

Para além disso, o ICNF – Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas – vai investir 15 milhões de euros, até 2022, para recuperação das matas nacionais dos incêndios de 2017. 

Este trabalho de recuperação de matas nacionais prevê a preparação de terreno e plantação, gestão de combustíveis, manutenção das redes viárias e divisionais (faixas sem vegetação), manutenção da rede viária florestal e rede de aceiros e arrifes.

Fonte: Público

17 Outubro 2018

Oliveiras portuguesas

com mais de 1000 anos

Sabias que uma oliveira, mesmo com milhares de anos de vida, continua a produzir azeite de grande qualidade como se fosse ainda jovem? Em Portugal, um país tipicamente com muitas árvores desta espécie, existem centenas de oliveiras centenárias.

É em Abrantes que podemos encontrar a “Oliveira do Mouchão”, uma oliveira com 3350 anos, até à data conhecida como a mais antiga em Portugal. Outras oliveiras centenárias podem ser encontradas em Santa Iria de Azóia (2850 anos), Monsaraz (2450), Estremoz, Montemor-o-Novo, Lagos, Beja, Vila Moura, Évora, Parque Serralves do Porto, entre outras.

Investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro afirmam que “em teoria, a oliveira pode viver uma eternidade, ultrapassando a idade das inúmeras gerações que passem pelo mesmo território”.

Fonte: Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro 

12 Outubro 2018

Águia-calçada juvenil

já regressou aos céus!

Foi em Barril do Alva, no concelho de Arganil, que uma jovem águia-calçada foi devolvida à natureza na presença de dezenas de pessoas.

Este verão em Barril do Alva, concelho de Arganil, foi devolvida à natureza uma Águia-calçada juvenil, que tinha perdido a sua casa após a árvore onde o seu ninho se encontrava ter sido cortada. 

Esta ave juvenil foi encontrada no chão e encaminhada de imediato para o CERVAS, através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). O seu processo de recuperação, de cerca de 2 meses, consistiu numa alimentação adequada e contacto permanente com outras aves de rapina. Tendo em vista o seu regresso ao meio natural, os técnicos do CERVAS tiveram que aguardar que a ave desenvolvesse a plumagem de voo e cumprisse todas as etapas de treino e socialização.

Como é habitual, a devolução à natureza decorreu na presença de dezenas de pessoas, maioritariamente estrangeiros que residem nas regiões da Serra da Estrela, Açor e Lousã. O objetivo destas devoluções com público a assistir é a divulgação da fauna selvagem autóctone portuguesa e o trabalho do CERVAS na região.

Sabia que a águia-calçada é a mais pequena das águias de Portugal? A águia-calçada é uma ave de rapina diurna, de média dimensão, denominada assim pelo facto de apresentar as patas emplumadas. Esta ave pode ser avistada, maioritariamente de março a outubro, de Norte a Sul do país.

Fonte: CERVAS

10 Outubro 2018

Heróis de Toda a Espécie

marca presença no Greenfest

É já no próximo dia 11 de outubro, às 14h30, que o "Heróis de Toda a Espécie", estará presente na 11ª edição do Greenfest, na Fiartil.

O “Heróis de Toda a Espécie”, uma iniciativa de caráter pedagógico desenvolvida pela REN - Redes Energéticas Nacionais, com o apoio dos Ministérios do Ambiente e Educação, vai estar presente na 11ª edição do GREENFEST. Esta iniciativa tem o objetivo de sensibilizar os mais novos para a importância da proteção da biodiversidade, preservação da floresta portuguesa e conservação das espécies animais e vegetais ameaçadas ou em vias de extinção. O workshop do “Heróis de Toda a Espécie” vai envolver cerca de 150 crianças de escolas do 1º ciclo do ensino básico dos concelhos de Cascais, Oeiras e Torres Vedras. 

Concebida para complementar os programas escolares, as ações deste programa utilizam uma abordagem interativa e dinâmica, promovendo uma consciência ambiental e sentido de responsabilidade junto dos mais novos. As espécies em destaque são o Lince Ibérico, a Abetarda, o Lobo Ibérico, a Águia de Bonelli, a Cegonha Preta, o Azevinho, o Sobreiro, a Azinheira, e o Medronheiro. Novas espécies juntar-se-ão no próximo ano como o Rato de Cabrera, O Sisão, o Abutre do Egipto e o Castanheiro. 

A presença do “Heróis de Toda a Espécie” no GREENFEST é mais uma demonstração do forte compromisso da REN com a biodiversidade e a educação ambiental. O GREENFEST define-se como "o maior evento de sustentabilidade do país", celebrando anualmente o que de melhor se faz ao nível da sustentabilidade nas suas vertentes ambiental, social e económica. O tema da presente edição é a “Sustentabilidade 4.0”, com especial destaque para a relação entre a tecnologia e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) no horizonte 2030.

 

09 Outubro 2018

REN integra Projeto Nacional

de Gestão Integrada da Floresta

A REN - Redes Energéticas Nacionais, juntou-se a várias empresas e universidades nacionais para fundar a associação ForestWise, que dará origem ao Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo.

A REN - Redes Energéticas Nacionais, juntou-se a várias empresas e universidades nacionais para fundar a associação ForestWise, que dará origem ao Laboratório Colaborativo para a Gestão Integrada da Floresta e do Fogo, que terá a sua sede em Vila Real, nas instalações da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

A ForestWISE, uma associação de direito privado, sem fins lucrativos, foi formalmente constituída através de escritura realizada no dia 29 de setembro.

A associação tem por finalidade a prossecução de atividades de investigação e desenvolvimento (I&D), com vista à proteção e gestão sustentável da floresta minimizando o risco de fogo e outros riscos; gestão dos fogos rurais; aumento da produtividade e da saúde das florestas e ecossistemas florestais; fornecimento à indústria, à comunidade rural e à sociedade em geral de um leque diverso de serviços e de produtos de base florestal de elevado valor acrescentado e ainda a potenciação do emprego qualificado e do emprego científico.

Os associados fundadores da ForestWISE são: REN; Altri Florestal, Amorim, EDP Distribuição, Europac, Sonae Arauco The Navigator Company; Universidade de Aveiro; Universidade de Coimbra; Universidade de Évora; UTAD; Estrutura de Missão/AGIF, INESC TEC, INIAV, IPMA e ISA.

Podem, no entanto, também ser associados da ForestWISE, por exemplo, outras empresas; associações empresariais; instituições do ensino superior; outros parceiros relevantes do tecido produtivo, social ou cultural, nacionais ou internacionais; centros de interface tecnológica; entidades não empresariais do sistema de I&D ou outras organizações da administração pública.

Fonte: REN

03 Outubro 2018

Mochos d'orelhas

de regresso à floresta!

Foram devolvidos à Natureza, em Gouveia e Vila Nova de Tazem, oito mochos d'orelhas juvenis após recuperação no centro do CERVAS.

Oito jovens mochos d’orelhas foram devolvidos à Natureza, recentemente, em Gouveia e Vila Nova de Tazem, após recuperação no centro do CERVAS. Estes jovens tinham sido descobertos no chão e dentro do exaustor de uma habitação enquanto pequenas crias, após uma saída prematura do ninho.

As libertações destas pequenas aves decorrem em zonas florestais onde estas habitam e na presença das pessoas que resgataram as aves e pessoas que apadrinharam o trabalho de recuperação das mesmas.

Este processo de recuperação dos mochos d’orelhas consistiu em facultar uma alimentação adequada, treino de voo, caça e socialização num grupo com dois adultos da espécie, irrecuperáveis, que se encontram no centro do CERVAS precisamente para apoiar a recuperação de outros jovens da espécie. Um destes adultos já se encontra no centro desde 2009 e tem um papel fundamental na reabilitação de dezenas de mochos d’orelhas.

Sabias que o mocho d’orelhas é a mais pequena ave de rapina noturna com habitat em Portugal? Esta é uma ave estival que pode ser detetada entre março e setembro, maioritariamente na zona do Nordeste e Beira Alta.

Para saber mais sobre a devolução em Gouveia, consulte aqui o site do CERVAS.

Para saber mais sobre a devolução em Vila Nova de Tazem, consulte aqui o site do CERVAS.

02 Outubro 2018

Golfinhos fazem visita

a Esposende

Uma família de vários golfinhos-comum (delphinus delphis) foi avistada em Esposende.

Esta espécie alimenta-se de vários peixes e lulas e pode viver em agregações de grandes dimensões (por vezes chegam às centenas ou mesmo milhares de indivíduos). O grupo foi avistado pelo Observatório Marinho de Esposende (OMARE) que partilhou nas suas redes sociais diversas fotografias do momento.

Criado pela autarquia de Esposende, o OMARE é um observatório que pretende monitorizar a biodiversidade marinha através de um sistema de informação sobre diversas espécies nacionais. O projeto promove o desenvolvimento e a implementação de estratégias de sensibilização para a preservação da conservação da natureza junto de toda a população.

Os avistamentos de golfinhos-comum têm sido cada vez mais frequentes nesta cidade costeira. Esta espécie é protegida em Portugal, sendo proibida a sua pesca, abate ou captura.

Para saber mais consulte a seguinte notícia.

 

Fonte: Semanário V

Imagem: Vasco Ferreira, Facebook OMARE

12 Setembro 2018

O Regresso dos Meros

à Costa Algarvia

Quatro meros foram libertados junto aos ilhotes do Martinhal, em Sagres. A ação foi promovida pela Federação Portuguesa de Atividades Subaquáticas (FPAS), em parceria com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), com o intuito de sensibilizar o público para a necessidade de proteger a biodiversidade e o equilíbrio ecológico das espécies.

Por ser muito dócil, o mero (Epinephelus marginatus) é um dos peixes preferidos dos mergulhadores que chegam a nadar muitos quilómetros só para ter a oportunidade de o ver. É uma espécie sedentária que se alimenta essencialmente de peixes, cefalópodes e, por vezes, crustáceos. Vive em modo solitário e habita rochas e grutas.

O mero é uma espécie ameaçada que tem vindo a diminuir a sua população, especialmente em Portugal. Os ilhotes do Martinhal, local onde foram libertados os quatro indivíduos, pertencem ao Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e são uma espécie de santuário para a vida marinha. Nesta reserva são proibidas atividades de pesca em todas as suas vertentes.

Para saber mais consulte a seguinte notícia.  

Fonte e Imagem: Sul Informação

12 Setembro 2018

O Cuco-rabilongo

já pode regressar a África

Um cuco-rabilongo (Clamator glandarius) foi devolvido à natureza depois de ter sido encontrado por uma pessoa no jardim da sua casa, em São Pedro do Sul.

A ave chegou ao CERVAS muito magra e não conseguia voar devido a uma lesão num dos ossos da zona cervical, o coracoide. Por isso, foi necessário manter a ave com restrição de movimentos durante cerca de duas semanas, com acesso a uma alimentação diversificada, à base de insetos, fruta e alguma carne. Finalmente, o cuco foi colocado numa instalação exterior para realização de treino de voo e musculação. A devolução à natureza decorreu na zona de Seia, num local onde a espécie ocorre.

O cuco-rabilongo é uma espécie pouco abundante e muito discreta que habita principalmente a metade interior do país. Esta ave tem a particularidade de ter um comportamento parasita, pois coloca os seus ovos em ninhos de corvídeos, principalmente de pega-rabuda (também conhecido por Pica-pica). O cuco-rabilongo é uma espécie migratória precoce, com os primeiros indivíduos a chegar ao nosso país entre janeiro e fevereiro. A maioria da população permanece até ao mês de março, regressando a África durante o mês de julho.

 

Para saber mais consultar site do CERVAS.

12 Setembro 2018

A Família de Ouriços

que ficou desalojada

Foram devolvidos à natureza quatro ouriços-cacheiros (Erinaceus europaeus) em Nespereira Alta, São Pedro do Sul.

Esta família de mamíferos (uma progenitora e três crias) ingressou no CERVAS após a sua toca ter sido destruída por um cão. O proprietário do local onde os ouriços se encontravam contactou de imediato o CERVAS para saber se era seguro deixar os animais noutro sítio próximo. Como as crias ainda estavam a ser amamentadas pela mãe, considerou-se que o melhor seria entregar os animais no centro.

Numa fase inicial, apenas foi necessário manter a família de ouriços num local tranquilo com alimentação adequada para a mãe. Posteriormente, quando as crias se tornaram mais autónomas, passou a ser fornecido alimento variado a todos, tendo o grupo sido colocado numa instalação exterior, com abrigos e alguma vegetação. A devolução à natureza foi realizada numa floresta próxima do local onde os ouriços tinham sido recolhidos, na presença da pessoa que os recolheu e alguns familiares.

O ouriço-cacheiro é um mamífero insetívoro que tem o corpo coberto por cerca de 6000 espinhos para o proteger contra predadores. Apesar de em Portugal esta espécie não estar em perigo, o ouriço-cacheiro enfrenta algumas ameaças como o atropelamento, o uso de químicos na agricultura, o cativeiro ilegal ou acidentes urbanos derivados, por exemplo, de utilização de máquinas de corte de relva.

Para saber mais consultar site do CERVAS.

12 Setembro 2018

Restauro ecológico

no Vale do Leça

A Câmara Municipal de Matosinhos iniciou um projeto de recuperação ecológica do vale do Rio Leça.

Foram já plantadas 4400 plantas de 18 espécies ribeirinhas diferentes. Entre elas encontram-se o medronheiro, o amieiro, o bordo, o azereiro, o salgueiro-branco, a murta e o loureiro. O objetivo é plantar 15 mil árvores e arbustos autóctones até ao final do ano.

O projeto tem sido coordenado por técnicos municipais e pela equipa do projeto FUTURO. A autarquia contou ainda com a colaboração de 26 voluntários provenientes de vários concelhos. Esta iniciativa oferece alternativas inteligentes do ponto de vista do ordenamento e gestão do território. O medronheiro e o sobreiro, por exemplo, são espécies extremamente resilientes ao fogo podendo desempenhar um papel importante no combate aos incêndios.

Esta iniciativa irá transformar a biodiversidade do local e permitirá a recuperação do arboreto do vale do Rio Leça.

Para saber mais consulte a seguinte notícia.

Fonte e Imagem: Público

21 Agosto 2018

Um agradável

regresso!

Em plena época de reprodução, foi observado um casal de águias desta espécie em Serpa.

A águia-imperial-ibérica (Aquila Adalberti) é uma ave de rapina nativa da Península Ibérica. Classificada como “Criticamente em Perigo”, esta espécie é uma das mais ameaçadas em todo mundo. Portugal alberga cerca de 15 casais distribuídos pela Beira Baixa e Alentejo. De plumagem negra e rebordos brancos na zona da cabeça branca, a dieta da águia-imperial-ibérica contempla outros animais de médio porte, em particular o coelho-bravo.

O aparecimento deste casal no Alentejo dá esperança à difícil e lenta recolonização da espécie em território nacional. No final do século XX a águia-imperial-ibérica estava praticamente extinta devido ao desaparecimento da sua população reprodutora. A Liga para a Proteção da Natureza (LPN) e o projeto LIFE Imperial da União Europeia têm representado um papel importante no regresso da espécie a Portugal.   

Segundo a Câmara Municipal de Serpa, para além do casal, existem mais três crias prontas a voar.

Para saber mais consulte a seguinte notícia.

 

Fonte e Imagem: Público, José Luís Barros

21 Agosto 2018

Um visitante

muito inesperado

Um flamingo (Phoenicopterus roseus) foi avistado no Sapal de São Lourenço, na margem sul do Rio Lima, em Viana do Castelo.

A ave exibia uma plumagem pálida por se tratar de um indivíduo jovem. Embora esteja presente um pouco por todo o território nacional, não é frequente a observação desta espécie no Norte. Segundo o Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental (CMIA) da Câmara Municipal de Viana de Castelo, apesar de os flamingos serem aves migratórias, até ao momento não é possível confirmar a nidificação desta espécie no nosso país.

Já tinham sido avistados outros flamingos em Portugal provenientes de colónias localizadas em França, Espanha, Argélia, Itália e Turquia. As zonas húmidas do litoral Centro e Sul são os locais onde as observações de flamingos são mais comuns. Foram também observadas outras aves desta espécie no estuário do Douro pela população local.

Para saber mais consultar site do CMIA.          .

 

Fonte: Blog Olhar Viana do Castelo.

21 Agosto 2018

O bufo-real

que entrou num café!

Um bufo-real (Bubo bubo) foi encontrado na Guarda, no miradouro do Mocho Real. Esta ave de rapina noturna tinha entrado para um café na aldeia de Cavadoude, no concelho da Guarda, tendo sido de imediato recolhida pelos proprietários do espaço que a encaminharam para o CERVAS através do SEPNA/GNR da Guarda.

No momento do ingresso no CERVAS verificou-se que a ave estava com a plumagem suja e tinha um corte numa das asas, provavelmente causado pela tentativa de sair do local onde tinha ficado acidentalmente presa. Após cerca de um mês de tratamento e recuperação, o bufo-real foi devolvido à Natureza pelas pessoas que o resgataram, num local próximo de onde tinha sido encontrado e com melhores condições para a ocorrência da espécie.

Este tipo de situação não é frequente em aves de rapina noturna da dimensão do bufo-real. Esta espécie não frequenta zonas tão humanizadas. Porém, algum atrativo terá feito a ave entrar na chaminé do café, eventualmente um animal que estaria a perseguir naquele momento.

O bufo-real é a maior ave de rapina noturna da Europa, mas é difícil de detetar pois raramente aparece de dia. Esta espécie não se pode considerar rara em Portugal, mas tem um estatuto de conservação “Quase Ameaçado”. As zonas remotas do interior são as preferidas desta ave, embora também possa frequentar outros locais onde existam afloramentos rochosos, naturais ou artificiais.

Para saber mais consultar o site do CERVAS.

21 Agosto 2018

As andorinhas

que ficaram sem casa

Um bando de 12 andorinhas-dos-beirais (Delichon urbicum) foi devolvido à natureza. As aves ingressaram no CERVAS em simultâneo após a destruição dos seus ninhos. Esta situação ainda ocorre com alguma frequência um pouco por todo o país, embora seja ilegal destruir os ninhos das andorinhas durante a sua época de reprodução.

Todas as andorinhas chegaram ao CERVAS através do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) quando ainda eram crias. O processo de recuperação compreendeu uma dieta constituída exclusivamente por insetos de 3 em 3h, durante cerca de 1 mês, até ao desenvolvimento completo da plumagem.

Após os treinos de voo necessários à sua recuperação, as aves foram devolvidas à natureza durante vários eventos em que o CERVAS participou, como as saídas de campo para observação de aves, as comemorações do Dia do Ambiente ou visitas a Gouveia por parte de vários grupos de crianças e adultos. O objetivo foi sempre divulgar a importância destas aves, essenciais para o controlo de insetos, principalmente em zonas urbanas, cumprindo assim um importante papel no controlo de animais que potencialmente se podem converter em pragas.

A andorinha-dos-beirais é uma ave migratória comum em Portugal durante a Primavera e o Verão. Esta espécie chega ao nosso território em fevereiro, regressando a África no início do Outono.

21 Agosto 2018

O Tartaranhão

que ficou preso nas redes!

Um tartaranhão-ruivo-dos-pauis (Circus aeruginosus) foi encontrado preso em redes por técnicos do Núcleo Museológico do Sal (NMS), na Figueira da Foz.

Esta ave de rapina diurna, muito associada a sapais e pauis com o estatuto de conservação “Vulnerável” em Portugal, foi de imediato encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Montemor-o-Velho e por Vigilantes da Natureza do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). A ave contraiu lesões numa das asas ao tentar libertar-se da rede. O processo de recuperação durou cerca de 3 semanas. Para além do tratamento das lesões identificadas, a ave recebeu treino de voo e musculação em contacto com outras aves de rapina diurnas.

Este tipo de acidente é muito comum em aves que frequentam zonas costeiras devido à utilização de redes de proteção de pisciculturas e outros objetos que permanecem nas águas. Neste tipo de situações é muito importante que a recolha e o encaminhamento das aves feridas sejam imediatos, de forma a aumentar a probabilidade de sucesso da sua recuperação.

Embora pouco comum em Portugal, o tartaranhão-ruivo-dos-pauis é uma espécie que se distribui de forma descontínua pelo território nacional, habitando zonas húmidas, sempre em baixas abundâncias. A maior parte da população é residente, mas durante o Inverno há indivíduos que vêm de outras regiões. O estuário do Mondego, local onde esta ave foi encontrada ferida, é um dos melhores locais em Portugal para a observação desta espécie.  

 

Para saber mais consultar site do CERVAS.

21 Agosto 2018

A ave de rapina que come vespas

tinha levado um tiro

No dia 3 de junho de 2018, foi devolvido à Natureza um bútio-vespeiro (Pernis apivorus) em Freixo da Serra, Gouveia.

Esta ave de rapina migratória, cujo habitat é principalmente no Norte e Centro Interior, tinha ingressado no CERVAS em setembro de 2017 com uma fratura numa das asas provocada por um tiro e foi entregue pelo SEPNA/GNR de Santa Comba Dão.

O processo de recuperação foi longo e consistiu em tratamento da lesão na asa, alimentação adequada, treino de voo e socialização com outra ave da mesma espécie, tendo sido posteriormente necessário aguardar pelo período de ocorrência de bútios-vespeiros em Portugal, após o regresso desta espécie de África.

Esta espécie pouco comum é muito esquiva e difícil de observar, principalmente durante a época de reprodução, que nesta ave é bastante tardia, ocorrendo apenas a partir de maio, em áreas florestais. A época de migração, que começa após o mês de agosto, é a altura do ano em que esta espécie, que se alimenta principalmente de vespas e abelhas, se torna mais visível, podendo formar bandos com algumas dezenas de indivíduos.

A devolução à Natureza decorreu durante a 3ª edição do Pastor Trail, uma iniciativa organizada pelos Galhardos Runners que tem como objetivo divulgar o potencial da Serra da Estrela para o Turismo na Natureza.

28 Junho 2018

Paisagem agrícola barrosã

Considerada património mundial

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), declarou que a região do Barroso, que engloba os municípios de Montalegre e Boticas, é património agrícola mundial. 

O Sistema agro-silvo-pastoril do Barroso, que abrange os concelhos de Boticas e Montalegre, considerado como Sistema Importante do Património Agrícola Mundial, é o primeiro a ser aprovado em Portugal e um dos primeiros a ser aprovado na Europa.

A região do Barroso possui uma paisagem montanhosa historicamente relacionada com os sistemas agrícolas tradicionais, em grande parte baseados na criação de gado e na produção de cereais. Destas características, acabou por resultar um mosaico de paisagem em que as pastagens antigas, as áreas de cultivo (campos de centeio e hortas), os bosques e as florestas estão interdependentes, e onde os animais constituem um elemento chave no fluxo de materiais entre os componentes do sistema.

O processo de candidatura que agora se traduziu no reconhecimento mundial, teve o patrocínio do Ministério da Agricultura. Foi entregue à FAO em agosto de 2017 e desenvolvido por uma parceria que inclui a Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega, as câmaras municipais de Boticas e Montalegre, as Universidades do Minho e de Trás-os-Montes, organizações e associações de produtores agrícolas, profissionais do setor e cidadãos da região.

Nesta região, a pequena agricultura ainda é a base de sustentação socioeconómica de uma grande parte das populações. O Barroso é uma região agrícola onde predomina a produção pecuária e outras culturas típicas das regiões montanhosas.

Do ponto de vista cultural, os habitantes do Barroso desenvolveram e mantiveram formas de organização social, práticas e rituais que os diferenciam da maioria das populações do país em termos de hábitos, linguagem e valores. Isso resulta das condições endógenas e do isolamento geográfico, bem como dos limitados recursos naturais que os levaram a desenvolver métodos de exploração e uso consistentes com sua sustentabilidade. O município de Boticas divulgou, em comunicado, que o comunitarismo é um dos valores e costumes mais característico de Barroso, intimamente associado às práticas rurais de vida coletiva e à necessidade de adaptação ao meio ambiente.

Todos estes fatores são fundamentais na promoção do turismo rural e de natureza, que desempenham um papel cada vez mais importante nas atividades da região do Barroso.

Para além de Portugal, foram distinguidos sistemas agrícolas da China, Egito, Japão, Coreia, México, Espanha e Sri Lanka.

27 Junho 2018

1ª cria de coruja-do-mato do ano

Já regressou à Natureza

No dia 31 de maio foi devolvida à Natureza uma coruja-do-mato (Strix aluco) na Escola Superior Agrária de Coimbra. Esta ação foi integrada nas atividades de uma festa de aniversário nas instalações da Associação Nacional dos Animadores Sociais (ANAS), a convite do aniversariante e da sua família, padrinhos de vários animais em recuperação no CERVAS.

Esta coruja-do-mato foi a primeira cria a ingressar em 2018, após queda do ninho, e tinha sido encontrada num jardim da cidade de Coimbra e encaminhada para o CERVAS pelo SEPNA/GNR de Coimbra e ICNF. O processo de recuperação consistiu em alimentação adequada, com ratos, e contacto permanente com outras aves da mesma espécie, de diferentes idades, para socialização, treino de voo e caça.

O número de ingressos de animais selvagens de espécies florestais devido a queda do ninho está a ser um dos mais elevados desde o início da atividade do centro, possivelmente devido a uma maior presença humana nas florestas portuguesas durante a primavera de 2018. As campanhas em curso têm conduzido a cortes de árvores e consequentes quedas de ninhos, por exemplo de esquilos ou de águias-d´asa-redonda, e, no caso das corujas-do-mato, tem havido mais casos de deteção de crias no chão (situação relativamente normal nesta espécie) do que tem sido habitual, e consequente recolha e encaminhamento para o CERVAS através das autoridades.

A coruja-do-mato é uma espécie de ave de rapina florestal comum em Portugal e é uma das espécies com época de reprodução mais precoce. A saída das crias dos ninhos é bastante rápida, sendo habitual que mesmo sem capacidade de voo se lancem para o chão ou para ramos próximos dos ninhos. Os pais continuam a alimentar e a socializar com as suas crias mesmo quando elas já estão fora dos ninhos, pelo que se recomenda que as crias não sejam recolhidas por quem as encontra, a menos que haja um risco óbvio de acidente ou predação, principalmente por animais domésticos, como cães ou gatos.

26 Junho 2018

Centenas de voluntários limpam

Parque Eólico de Penela

Centenas de voluntários da Universidade Europeia e do Instituto Português de Administração de Marketing (IPAM) limparam o Parque Eólico de Penela, no distrito de Coimbra, em maio, numa ação de prevenção de incêndios no centro do país.

Esta iniciativa surge no âmbito do Dia da Responsabilidade Social da Universidade Europeia, IPAM e IADE-Universidade Europeia, e é organizada em parceria com a Associação de Produtores e Proprietários Florestais do Concelho de Penela (FLOPEN).

A organização explica que a escolha do tema “Prevenção de Incêndios” se deve ao impacto nas pessoas, povoamentos e floresta que os grandes incêndios do ano passado alcançaram.

Desta forma, a Universidade Europeia, o IPAM e o IADE-Universidade Europeia levam em maio estudantes, professores, colaboradores e parceiros do grupo “Laureate International Universities em Portugal”, enquanto voluntários para esta iniciativa dedicada à limpeza do Parque Eólico de Penela.

A ação contempla, também, trabalhos nas áreas circundantes do Parque Eólico de Penela, de modo a prevenir possíveis cenários de fogos. 

25 Junho 2018

Os primeiros andorinhões de 2018

Já regressaram aos céus

Em abril de 2018 começaram a ingressar no CERVAS os primeiros andorinhões-pálidos (Apus pallidus) e andorinhões-pretos (Apus apus). Estas espécies de aves migratórias chegam de África no início da primavera para se reproduzir no nosso país e representam uma parte importante dos ingressos de animais no CERVAS.

A maior parte das aves que chegam ao centro são crias que caem dos ninhos, mas, nesta altura, como a época de reprodução ainda está no início, todos os ingressos são de aves adultas. Os primeiros três ingressaram debilitados, devido ao esforço da longa migração, e com pequenas lesões derivadas de colisões contra estruturas, oriundos das zonas urbanas de Coimbra e Viseu.

Os processos de recuperação consistiram em alimentação com insetos e no tratamento das pequenas feridas, sendo de seguida realizado o teste de voo (na mão), que é necessário para se ponderar a possibilidade de devolução à Natureza, que decorreu posteriormente em locais onde existem colónias de ambas as espécies.

O andorinhão-pálido e o andorinhão-preto são muito difíceis de distinguir, mesmo para observadores de aves com experiência, e são espécies comuns em Portugal. Os andorinhões são aves insectívoras que passam a maior parte do tempo no ar, sendo de destacar a sua capacidade de se alimentar, dormir e até fazer cópulas em pleno voo!

15 Junho 2018

Um ouriço-cacheiro

Que foi atropelado

Um ouriço-cacheiro (Erinaceus europaeus) foi devolvido à natureza, na Mata da Cerca em Gouveia, no dia 19 de abril.

O ouriço-cacheiro tinha sido encontrado por particulares junto a uma estrada após ter sido atropelado por um carro, uma situação que infelizmente afeta muitos animais desta espécie. No momento em que o animal foi encontrado a pessoa que o recolheu percebeu que o ouriço não estava em boas condições porque apresentava descoordenação motora e caminhava em círculos. Por isso, o CERVAS foi de imediato contactado e a recolha do ouriço foi efetuada rapidamente pela equipa da GNR de Gouveia.

No momento em que entrou no centro verificou-se que o animal não só apresentava problemas neurológicos como tinha também uma lesão ocular, também derivada do acidente que tinha sofrido. O processo de recuperação consistiu em tratamento específico para as lesões que apresentava e após uma fase de recuperação clínica foram realizados diversos testes para verificar as capacidades motoras do ouriço antes de ser devolvido à Natureza.

O local escolhido para o regresso ao meio natural foi a Mata da Cerca, um bosque maduro e bem conservado que envolve a cidade de Gouveia e que reúne as condições necessárias para esta espécie.

O ouriço-cacheiro é um mamífero insectívoro que tem o corpo coberto por cerca de 6000 espinhos com a função de o proteger contra predadores. Apesar de em Portugal esta espécie não estar em perigo, ainda assim enfrenta algumas ameaças como o atropelamento, o uso de químicos na agricultura, o cativeiro ilegal ou acidentes urbanos derivados por exemplo de utilização de máquinas de corte de relva.

01 Junho 2018

Carvalho ibérico mais antigo

Resiste na Póvoa de Lanhoso

O Carvalho de Calvos, na Póvoa de Lanhoso, classificado de interesse público, é considerado o mais antigo da Península Ibérica e o segundo mais velho da Europa.

Com cerca de 600 anos, o Carvalho de Calvos é uma das atrações do concelho da Póvoa de Lanhoso, cuja autarquia decidiu preservar e valorizar o espaço onde se encontra, através da criação de um parque de lazer e de um centro interpretativo que reúne informação relevante sobre o carvalho alvarinho, um dos exemplares da vegetação secular do país.

Com mais de 20 metros de altura e um tronco de quase 10 metros, são precisas várias pessoas para abraçar esta árvore centenária, também conhecida por Carvalha da Tojeira ou Carvalha da Fundoua, por se encontrar num local chamado de Quinta da Fundoua.

Por diversas vezes, este carvalho centenário esteve em riscos de desaparecer. Um madeireiro tentou comprá-la uma vez e uma pessoa tentou queimar um enxame de abelhas que estava na árvore.

O Carvalho de Calvos foi considerado uma árvore de interesse público em 1997.

17 Maio 2018

Um coelho-bravo

De regresso ao prado

Foi devolvido à Natureza, no dia 19 de abril, um coelho-bravo (Oryctolagus cuniculus) numa quinta da aldeia de Arcozelo da Serra em Gouveia.

Este coelho tinha sido encontrado pelos proprietários da quinta num dia de tempestade no início de março, sozinho, molhado e frio, junto a uma linha de água. Após ter sido inicialmente aquecido em casa das pessoas que o recolheram, a pequena cria com pouco dias de vida foi encaminhada para o CERVAS para ser avaliado e tratado.

O processo de recuperação consistiu em alimentação adequada à espécie e à idade do coelho-bravo, sempre com o cuidado de reduzir o contacto com humanos ao mínimo indispensável. Após uma primeira fase na área clínica o pequeno coelho esteve em recuperação em espaços exteriores, onde pode escavar a própria toca e continuar o seu crescimento até à idade que permitia a sua devolução à Natureza.

Finalmente, ao final da tarde, num belo prado em vestes primaveris, e a poucos metros do local onde tinha sido recolhido, o coelho regressou à Natureza pela mão da família que o salvou da morte certa.

O coelho-bravo é um mamífero de hábitos predominantemente noturnos que é considerado uma espécie-chave nos ecossistemas mediterrânicos por fazer parte da dieta de animais ameaçados como é o caso do lince-ibérico (Lynx pardinus) ou a águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti). Os coelhos-bravos vivem em colónias, organizando-se em tocas comunitárias ligadas entre si por galerias com várias entradas e saídas, e têm uma hierarquia social rígida.

09 Maio 2018

Movimento de cidadãos cria

Aliança pela Floresta Autóctone

A “Aliança pela Floresta Autóctone” nasceu depois dos grandes incêndios que assolaram Portugal em 2016 e 2017, e promete lutar pelo regresso da floresta natural do território português.

A aliança nasceu de um movimento de cidadãos, que conta já com associações de todo o país a apoiar a causa, e lançou um apelo a todo o país para deixar as florestas crescerem com base nas suas culturas naturais, ao mesmo tempo que defendem o fim das monoculturas como forma de proteger de incêndios, a potenciar a biodiversidade, e a minorar o problema das alterações climáticas.

O objetivo do apelo é motivar os cidadãos para uma causa comum, de forma a promover uma verdadeira reflorestação de Portugal, com base numa estratégia de plantação de espécies autóctones.

A “Aliança pela Floresta Autóctone” defende ainda a reabilitação das estruturas humanas e materiais, como os guardas florestais a tempo inteiro e viveiros, de forma a mudar o atual paradigma florestal assente em extensas monoculturas, nomeadamente de eucalipto e pinheiro-bravo.

Esta organização está também a promover debates pelo país, de forma a lançar a discussão nas regiões mais afetadas pelos incêndios.

08 Maio 2018

Pinhal de Leiria já recebeu

500 mil árvores

O Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e centenas de voluntários já plantaram mais de 500 mil árvores em ações de reflorestação da Mata Nacional de Leiria, cujo pinhal ardeu em outubro de 2017.

O ICNF refere que nas ações de rearborização já executadas na Mata Nacional de Leiria, foram plantadas cerca de 210.000 plantas, entre as quais encontram-se árvores de diversas espécies, como pinheiros, sobreiros, choupos, castanheiros, carvalhos, faias e plátanos.

No âmbito das ações de voluntariado de centenas de pessoas, foram plantadas cerca de 300 mil árvores. O ICNF refere que todas as ações têm sido sempre acompanhadas do ponto de vista técnico e operacional por esta entidade, que disponibiliza recursos humanos, cede plantas e espaços para o efeito.

Cerca de dois terços da área da Mata será reflorestada através de regeneração natural, com a germinação de dezenas de milhões de plantas. Uma outra área, de menor dimensão (perto de 4000 hectares), na qual não será possível obter uma regeneração natural devido à idade muito jovem dos povoamentos de pinheiros bravos, será reflorestada com recurso à plantação de um elevado número de árvores.

Nos fogos de 15 de outubro de 2017 foram consumidos mais de 220.000 hectares de floresta, cerca de 45% da área total ardida durante todo o ano 2017, de acordo com o ICNF. Os dois incêndios que, em outubro, destruíram maiores áreas ocorreram no distrito de Coimbra, nos concelhos da Lousã, onde foram atingidos cerca de 43.900 hectares, e de Oliveira do Hospital, perto de 43.200 hectares.

04 Maio 2018

Sobreiro português eleito

Árvore Europeia do ano 2018

O Sobreiro Assobiador de Águas de Moura, no município de Palmela, foi o vencedor, com 26.606 votos, do concurso europeu da árvore do ano de 2018.

Este sobreiro já conta 234 anos de idade e deve o nome de Assobiador ao som originado pelas inúmeras aves que pousam nos seus ramos.

O Sobreiro Assobiador está classificado como "Árvore de Interesse Público" desde 1988, e no pódio seguiram-se os Ulmeiros Ancestrais de Cabeza Buey (22.332 votos) e o Ancião das Florestas de Belgorod (21.884 votos).

Nuno Calado, secretário-geral da UNAC - União da Floresta Mediterrânica, recebeu o original troféu de madeira em nome da árvore portuguesa, troféu esse que passa de vencedor a vencedor a cada ano.

Para Nuno Calado, este sobreiro representa uma enorme contribuição para a biodiversidade e os serviços dos ecossistemas, a luta contra as alterações climáticas, além da contribuição para a economia portuguesa.

O Sobreiro Assobiador conta com 16 metros de altura e um perímetro de tronco de 5 metros, a árvore plantada em 1783 está registada no Livro de Recordes do Guinness, como o "maior sobreiro do mundo".

Os vários países reuniram-se em torno das 13 árvores candidatas que competiram pelo título "European Tree of the Year", promovendo os seus candidatos favoritos. Cerca de 200 mil votos foram emitidos durante o período de votação.

30 Abril 2018

Projeto “Animais de A a Z”

Iniciado em Braga

A Associação de Animais de Braga Abandoned Pets e a AGERE iniciaram a implementação do projeto educativo “Animais de A a Z”, em escolas do 1º ciclo e jardins de infância.

O projeto consiste numa palestra interativa, em que o tema são os animais, e tem como objetivo ensinar as crianças a lidar com os animais, mais especificamente com os cães e gatos, as boas práticas necessárias com vista ao bem-estar animal, e como devem reagir quando um cão agressivo se aproximar.

O “Animais de A a Z” começou na EB de São Lázaro, e o projeto conta com uma cadela recolhida da rua e adotada por um voluntário da Abandoned Pets como mascote.

A Abandoned Pets e a AGERE defendem que ao educar a próxima geração de donos de animais, podemos ajudar a reduzir o número de animais abandonados e indesejados e manter os jovens seguros em torno de caninos e felinos.

27 Abril 2018

Uma gaivota

Na montanha

Foi devolvida à Natureza, no dia 27 de março em Aveiro, uma gaivota-tridáctila (Rissa tridactyla). Esta é uma espécie de ave marinha, invernante e migradora de passagem, difícil de observar junto à costa, mas comum em alto mar.

O caso desta gaivota é muito particular pois a ave foi encontrada no início de março na Serra da Estrela, mais concretamente em Seia. Isto só não é ainda mais surpreendente porque um caso semelhante já tinha ocorrido em 2009 quando um grupo da mesma espécie foi observado na zona de Seia e posteriormente uma ave foi recolhida sem vida e outra ainda a respirar, tendo esta sido também recuperada no CERVAS e devolvida à Natureza em Aveiro. Na altura, estes tinham sido os primeiros registos desta espécie no distrito da Guarda e várias outras gaivotas foram encontradas em vários pontos do interior da Península Ibérica.

Tanto neste caso de 2018 como no de 2009 a “invasão” pode ter estado relacionada com temporais na costa que fizeram com que as aves entrassem nos rios e viessem até às montanhas e outras zonas interiores. No entanto, a falta de alimento terá levado à debilidade que fez com que as aves fossem encontradas e recolhidas.

Esta gaivota agora recuperada foi encontrada na Escola de Hotelaria de Seia, recolhida por um funcionário e encaminhada de imediato para o CERVAS através do SEPNA-GNR de Gouveia. No momento do ingresso verificou-se que a ave estava muito magra e foram prestados os primeiros cuidados, hidratação e alimentação.

Depois de 4 dias no CERVAS, em Gouveia, onde iniciou a recuperação, a gaivota-tridáctila foi enviada para o Centro de Recuperação de Animais Marinhos (CRAM – Ecomare) em Aveiro, um centro especializado onde a gaivota tinha melhores condições para cumprir as restantes etapas de recuperação, nomeadamente a fase de treino com acesso a água salgada, essenciais para a recuperação com sucesso desta ave marinha.

Após 3 semanas, o CRAM-Ecomare devolveu a gaivota-tridáctila à Natureza com a colaboração da Polícia Marítima e do Instituto de Socorros a Náufragos que possibilitaram que a libertação tenha ocorrido em alto mar, para facilitar a reintegração da ave no meio a que pertence.

18 Abril 2018

Escolas de Pedrógão Grande

Em ação de Reflorestação da REN

A REN, em parceria com a Unidade de Missão para a Valorização do Interior, a Câmara Municipal de Pedrógão Grande e a Quercus, e sob o lema "Juntos Plantamos o Amanhã", selecionou uma zona pequena delimitada que permitiu a plantação de medronheiro, pelos 150 alunos do 2º e 3º ciclo das escolas do concelho, no dia 13 de abril.

Esta iniciativa marcou o início da reflorestação do corredor da Linha de Transporte de Energia Penela - Tábua e que passa pelos concelhos de Penela, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Pedrógão Grande, Góis, Arganil e Tábua.

O programa contou com uma breve apresentação inicial da REN e da Quercus, na Casa Municipal da Cultura, sobre a importância da preservação da biodiversidade, onde foram ainda apresentadas instruções para a plantação de árvores.

A ação de plantação, que contou com alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Pedrógão Grande, responsáveis da Unidade de Missão para a Valorização do Interior, do Município de Pedrógão Grande, da REN e da Quercus, decorreu depois numa zona pequena delimitada junto à povoação de Escalos Cimeiros para simbolicamente dar o arranque da rearborização com árvores de espécie autóctone no corredor da linha de transporte de energia Penela - Tábua, que terá no total cerca de 46 750 novas árvores.

Na opinião de João Gaspar, responsável da área de Servidões e Património, "ao longo dos últimos anos a REN tem procurado adequar a vegetação existente nos corredores, promover a criação de um ecossistema sustentável e incentivar uma intervenção mais ativa dos proprietários nos seus terrenos, o que, por sua vez, irá resultar numa melhor gestão das faixas, na prevenção de incêndios e na criação de valor económico para os proprietários dos terrenos".

Nos últimos seis anos, através das ações de reconversão de faixa, a REN plantou cerca de 820 mil árvores em mais de 1900 hectares, o que representa cerca de 400 árvores por dia. O objetivo da empresa é atingir a marca de 1 milhão de árvores plantadas em 2018.

16 Abril 2018

Boticas recebeu 1350 árvores

Do programa “Floresta Comum”

O município de Boticas, em Vila Real, recebeu 1350 árvores de diferentes espécies, resultado das candidaturas apresentadas ao programa “Floresta Comum”.

As árvores, provenientes de viveiros em Amarante, estão destinadas a reflorestar áreas nas freguesias de Vilar e Viveiro, Ardãos e Bobadela, Boticas e Granja, Covas do Barroso, Dornelas e Beça.

Este programa tem como missão promover a produção, angariação e distribuição de árvores autóctones, a projetos que demonstrem motivação, comprovem competências e possuam os meios necessários para proceder à plantação e cuidado das florestas.

O município de Boticas apresentou 10 candidaturas ao programa “Floresta Comum”, uma por cada freguesia do Concelho.

Esta é uma iniciativa promovida pela QUERCUS, pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, pelo Ministério da Agricultura, do Mar do Ambiente e do Ordenamento do Território, Associação Nacional dos Municípios Portugueses e pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.

12 Abril 2018

Seis municípios vão calcular

Pegadas ecológicas no ambiente

Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia estão a participar no projeto de três anos, promovido pela associação ambientalista Zero, com o nome “Pegada Ecológica dos Municípios Sustentáveis”. No fim, qualquer morador dos seis municípios poderá calcular a sua pegada ecológica.

O primeiro município participante a divulgar a pegada ecológica é o de Guimarães, que faz a divulgação em março de 2018.

Este protocolo conta ainda com a parceria da Universidade de Aveiro, da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e da Faculdade de Direito da Universidade do Porto.

Esta iniciativa tem uma duração de três anos e pretende ajudar a perceber e contabilizar o impacto ambiental de cada município, a nível local, sobre os recursos ambientais. No futuro, os participantes têm como objetivo alargar este projeto a todos os municípios portugueses.

O projeto “Pegada Ecológica dos Municípios Sustentáveis” é considerado inovador porque coloca no debate o papel das cidades na luta pela sustentabilidade ambiental.

09 Abril 2018

Um milhafre

Finalmente livre

Um milhafre-preto (Milvus migrans) foi devolvido à Natureza no dia 21 de março em Celorico da Beira, distrito da Guarda, numa ação promovida pelo Município local, para celebração do Dia da Floresta, na qual estiveram presentes cerca de 300 pessoas, maioritariamente crianças e professores, mas também representantes de várias entidades da região.

Este milhafre-preto tinha sido resgatado pelo Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente-GNR a um particular que o tinha mantido numa situação de cativeiro ilegal, o que infelizmente continua a ser um problema comum em Portugal e que afeta diversas espécies de aves protegidas, incluindo aves de rapina.

Neste caso o processo de recuperação demorou cerca de três anos devido ao péssimo estado em que estava a plumagem da ave. Foi necessário esperar pela muda completa de todas as penas de voo, das asas e da cauda. Este foi um processo complicado, com vários percalços, pois a primeira muda não foi efetuada de forma adequada por algumas penas apresentarem problemas de crescimento.

Durante todo este tempo a manipulação da ave foi reduzida ao mínimo indispensável e o contacto com outras aves de rapina, milhafres-pretos e outras espécies, foi constante, para recuperação das capacidades mentais e para socialização, processos essenciais para o regresso do milhafre-preto à Natureza. Na fase final, esta ave cumpriu um período de treino e musculação num túnel de voo de grandes dimensões.

O milhafre-preto é uma ave de rapina diurna de tamanho médio de cor predominantemente escura (castanha) e com cauda bifurcada, características importantes para a sua identificação em voo. Trata-se de uma espécie comum, principalmente nas zonas das Beiras e no interior do Alentejo.

Esta é uma ave migratória que ocorre em Portugal entre março e agosto e que passa os meses de outono e inverno em África. O milhafre-preto pode ser observado frequentemente ao longo das estradas pois patrulha esses territórios em busca de animais mortos, o que revela o seu comportamento predominantemente necrófago. Sendo uma ave oportunista pode ocupar vários habitats, podendo ser observada também junto a linhas de água, nas quais consegue até pescar ocasionalmente.

06 Abril 2018

Parque Peneda Gerês inicia

Campanha de reflorestação

A freguesia de Cabreiro, no Parque Nacional da Peneda Gerês, vai receber este mês a primeira ação de uma campanha nacional de reflorestação lançada pela Federação Nacional das Associações Juvenis (FNAJ), em parceria com a Quercus.

Esta campanha intitula-se “1000 Árvores - Uma Árvore por Associação”, e tem como objetivo juntar jovens de todo o país na defesa da preservação ambiental, e promover a sensibilização e responsabilização para as questões ambientais.

A primeira ação decorre na aldeia de Cabreiro, no concelho de Arcos de Valdevez, distrito de Viana do Castelo, e resulta de uma parceria com a associação ambientalista Quercus.

Esta ação de reflorestação em Cabreiro vai reunir mais de 300 voluntários e junta ainda o projeto nacional “Uma árvore pela Floresta” dos CTT e Quercus.

29 Março 2018

Projeto 80 promove reciclagem

Em escolas de Portugal

O distrito de Braga recebeu o Projeto 80 na Escola Secundária de Vila Verde e na Escola Secundária Sá de Miranda, e o distrito de Viana do Castelo na Escola Secundária de Monserrate e na Escola Secundária de Agra e Lima, para promover a cidadania ativar e a consciência ambiental junto de jovens entre os 13 e os 18 anos.

Este projeto tem como objetivo motivar os jovens para o empreendedorismo e associativismo juvenil para o desenvolvimento sustentável. Com esta iniciativa, a Sociedade Ponto Verde (SPV) quer sensibilizar os mais novos para a importância da separação e da reciclagem de embalagens, de uma forma divertida e descontraída, durante um dia em cada escola.

A SPV convidou ainda Afonso Paiva, jovem humorista de Coimbra, para apresentar a estória do Rafa-Garrafa. Nas escolas, o humorista relata, num tom divertido e descontraído, a vida de uma embalagem que se queria transformar numa camisola polar, salientando a importância de reciclar.

O Projeto 80 quer passar por 36 escolas portuguesas em 2018, e alia ao roadshow um concurso digital onde os jovens são desafiados a partilhar uma fotografia divertida com uma embalagem nas redes sociais, de forma a incentivar à reciclagem e espalhar a mensagem junto dos mais novos.

Este projeto é uma iniciativa conjunta da SPV, da Agência Portuguesa do Ambiente, da Direção-Geral da Educação, da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares, da Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional, do Instituto Português do Desporto e Juventude, da Quercus e do Green Project Awards.

27 Março 2018

Uma andorinha presa

Por um cabelo

Foi devolvida à Natureza, no dia 10 de fevereiro, uma andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris) em Gouveia. Esta ação decorreu durante um evento em que o CERVAS participou entre 9 e 13 do mesmo mês, a ExpoSerra 2018.

Algumas colaboradoras da Câmara Municipal de Gouveia deram, no 2º dia da ExpoSerra 2018, um alerta sobre a existência de uma andorinha “presa” num ninho que se encontrava num dos pilares de cimento do pavilhão onde decorria o evento. De imediato estas pessoas contactaram o CERVAS e foi possível perceber que se tratava de uma andorinha-das-rochas, uma espécie conhecida em Portugal como “andorinha-de-Inverno”, por ocorrer no nosso país durante todo o ano, não migrando para África como as outras espécies de andorinhas.

Com a colaboração de funcionários do Município de Gouveia, que de imediato providenciaram uma escada, e com a colaboração dos participantes na ExpoSerra que, com curiosidade e preocupação, já rodeavam o pilar onde a andorinha estava presa, foi possível aceder ao ninho. Durante a abordagem verificou-se que a ave estava enredada por um cabelo humano que provavelmente tinha sido transportado para construção do ninho, mas que se tornou uma armadilha quase invisível.

A ave foi capturada suavemente e de seguida avaliada tendo-se verificado que não havia lesões nas penas nem noutras estruturas da asa. De seguida, a andorinha foi devolvida à Natureza no espaço exterior da feira, com alguns dos participantes que presenciaram o resgate, principalmente crianças que quiseram participar ativamente nesta fase final do processo.

A andorinha-das-rochas distribui-se de Norte a Sul de Portugal sendo mais comum nas regiões do interior. Esta espécie prefere habitats rochosos e escarpados, mas também ocorre em núcleos urbanos.

22 Março 2018

Paredes de Coura inicia ação

De valorização do território

O concelho de Paredes de Coura é o primeiro município português a iniciar um projeto de valorização do território, baseado na remuneração de serviços de ecossistemas.

A metodologia deste projeto já foi testada, ao longo de 10 anos, no Brasil, tendo conseguido fixar mais pessoas nas zonas rurais e permitindo a possibilidade de avançar com atividades que convivem bem com a preservação ambiental, como a apicultura.

O projeto está a ser levado a cabo pela Associação Portugal Mata Viva, que abriu uma sede nacional em pleno centro daquela vila do distrito de Viana do Castelo, e que pretende aplicar à escala global a lógica da remuneração dos serviços de ecossistemas prestados ao mundo pelas zonas com valia ambiental.

O espaço tem instalada uma plataforma global para negociação e transação de Unidades de Crédito de Sustentabilidade (UCS) e outros produtos ecossistémicos, e foi inaugurado pelo presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura, Vítor Paulo Pereira e pelo Governador do Estado de Piauí, no Brasil, José Wellington Dias.

Entre os objetivos do projeto está o cumprimento das metas de tratados internacionais, como o acordo do Paris e os objetivos para o milénio, e contabilizar e converter em moeda (o apelidado crédito floresta) os serviços de ecossistemas produzidos no território de Paredes de Coura. O valor arrecadado irá reverter em partes iguais para o proprietário da terra, para a comunidade e para o sistema de acreditação, podendo ser, a todo o momento, verificada a identidade, georreferenciação e registo fotográfico da propriedade que presta o serviço adquirido.

O presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura refere ainda que, além da rentabilidade para as populações, o projeto permite ainda fixar as populações, "combatendo a desertificação".

Em Paredes de Coura, primeiro município do país com um Plano de Paisagem, concluído em 2015, o ponto de partida do projeto, inspirado no conceito dos créditos do carbono, será a Área de Paisagem Protegida do Corno de Bico".

20 Março 2018

Linces-ibéricos libertados

Em Serpa

Serpa recebeu os seus primeiros dois linces-ibéricos, libertados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), que vão reforçar a população selvagem a viver já no Parque Natural do Vale do Guadiana.

Ouriço e Odelouca são os nomes dos dois linces-ibéricos devolvidos à natureza em março de 2018. O casal nasceu no Centro de Reprodução em Silves e serão os primeiros a ser libertados fora do concelho de Mértola, numa área de cerca de 20 mil hectares, próxima do Pulo do Lobo, uma zona de matagais, rica em coelho bravo.

Esta libertação ocorre no âmbito do Projeto de Recuperação da Distribuição Histórica do Lince-Ibérico em Espanha e Portugal “LIFE+Iberlince”, e soma-se aos 27 linces já libertados no Alentejo.

Três anos após o lançamento do programa, já nasceram em liberdade 16 crias e encontram-se neste momento 6 fêmeas prenhas, prevendo-se o nascimento de novas crias este mês.

http://carnivora.fc.ul.pt/linces-ibericos-libertados-em-serpa/

14 Março 2018

Marco de Canaveses integra

Rota pela Floresta

Marco de Canaveses foi um dos 27 municípios portugueses que aderiu ao projeto “Rota pela Floresta”, do programa Eco-Escolas.

A “Rota pela Floresta” é uma iniciativa desenvolvida pelo programa Eco-Escolas da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que tem como objetivos a promoção da mobilidade sustentável e a prática do exercício da cidadania ao alertar para os direitos, deveres e responsabilidades de cada um.

A sessão de abertura no Marco de Canaveses contou com 12 escolas básicas e jardins de infância do concelho.

Cada município participante deverá calendarizar e traçar o percurso com as suas escolas, tendo em atenção as distâncias a percorrer entre escolas, a idade dos alunos, os meios de deslocação e os percursos mais seguros. Recomenda-se, sempre que possível, a passagem pelos espaços florestais do concelho.

O Eco-Escolas é um programa internacional da “Foundation for Environmental Education”, desenvolvido em Portugal desde 1996 pela ABAE, que pretende encorajar ações e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pela escola, no âmbito da Educação Ambiental para a Sustentabilidade.

http://www.averdade.com/2018/03/07/marco-de-canaveses-integra-rota-da-floresta-do-programa-eco-escolas/

13 Março 2018

Defesa dos amieiros

Junta Portugal e Espanha

O Life Fluvial é um projeto com entidades portuguesas e espanholas, financiado pelo programa LIFE da União Europeia (UE), que tem como principal objetivo a preservação dos amieiros da Área Protegida de Bertiandos e S. Pedro de Arcos.

Estas árvores fixam o azoto e enriquecem os solos, compondo o habitat de outras espécies autóctones e são uma espécie predominante na Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos, uma zona húmida de importância internacional desde 2005.

A Área Protegida das Lagoas de Bertiandos e S. Pedro d’Arcos é uma teia de vegetação e água na confluência do rio Lima e do seu afluente Estorãos, que entrelaça prados húmidos, lagoas, charnecas e os bosques nas suas margens, albergando mais de 500 espécies de flora e 200 de fauna nos seus 346 hectares, segundo o Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas.

Os amieiros são, assim, o principal alvo do próximo passo na proteção desse cenário, garantido pelo Life Fluvial, projeto financiado pelo programa Life da UE para a conservação da natureza.

“Os amiais são extremamente importantes como habitat para espécies de fauna e flora, como amortecedores do efeito das cheias, e como enriquecedores dos solos, pois os amieiros são espécies fixadoras do azoto atmosférico”, esclarece Patricia Rodríguez González, professora do Instituto Superior de Agronomia, da Universidade de Lisboa, instituição envolvida no projeto – há mais sete entidades, tanto portuguesas, como espanholas, sendo liderado pela Universidade de Oviedo.

O amieiro é o principal foco do Life Fluvial pelas fragilidades da espécie, como a necessidade permanente de água nos solos para a manutenção do seu funcionamento ecológico, as alterações climáticas, o uso dos solos e a exploração dos recursos hídricos, e ainda a invasão de espécies exóticas – eucaliptos ou mimosas e outras acácias.

Devido às ameaças em causa, o projeto específico para a zona protegida a cargo da Câmara Municipal de Ponte de Lima – o Life Fluvial - atua em quatro áreas espanholas, também pertencentes à Natura 2000, rede de proteção ecológica da UE - visa recuperar a composição natural de espécies dos amiais, promovendo as espécies autóctones e eliminando as espécies exóticas, favorecer as condições que permitem a regeneração natural deste ecossistema e limitar as condições de propagação de doenças no amieiro.

Apoiante do Life Fluvial, o município de Ponte de Lima iniciou o Projeto de Valorização da Zona Húmida de Bertiandos e de S. Pedro d’Arcos, logo após a criação da área protegida em dezembro de 2000, para salvaguardar a biodiversidade e a paisagem, o único “recurso endógeno” que lá existia.

https://www.publico.pt/2018/02/02/local/noticia/espanha-e-portugal-juntamse-em-defesa-dos-amieiros-o-abrigo-de-muitas-outras-vidas-1801672

12 Março 2018

Abertura da Lagoa de Santo André

Ao mar acontece em março

A abertura da Lagoa de Santo André ao mar este ano está agendada para o dia 28 de março.

Todos os anos, a Lagoa de Santo André, no Litoral Alentejano, é aberta ao mar e traz centenas de pessoas para assistir ao espetáculo.

A abertura da Lagoa de Santo André acontece todos os anos perto da data do equinócio da Primavera, um processo que está a cargo da Agência Portuguesa do Ambiente e da Administração da Região Hidrográfica do Alentejo.

A abertura da Lagoa de Santo André ao mar tem como objetivo a renovação da água da lagoa, a limpeza e lavagem do seu fundo e a entrada de algumas espécies de peixes, com destaque para os alvins e enguias.

Antigamente este processo era feito pela força de “braços e animais”, e foi substituído já há vários anos por máquinas.

http://www.cm-santiagocacem.pt/atualidade/noticias/abertura-da-lagoa-ao-mar-dia-28-de-marco-as-16h00/ 

09 Março 2018

“Heróis de Toda a Espécie”

chegam ao Marco de Canaveses

Cerca de 240 alunos, de 11 escolas do concelho do Marco de Canaveses, participaram, no dia 7 de março, em mais uma iniciativa do Heróis de Toda a Espécie. Uma iniciativa da REN – Redes Energéticas Nacionais, em parceria com os Ministérios da Educação e do Ambiente, que conta ainda com o apoio técnico da Quercus.

Dirigida a crianças do 3º e 4º ano do 1º ciclo do ensino básico, esta iniciativa, que se realizou no edifício Marco Fórum XXI, tem como objetivo sensibilizar os mais novos para a importância da proteção da biodiversidade, preservação da floresta portuguesa e conservação das espécies animais e vegetais ameaçadas ou em vias de extinção. Tornar os alunos em verdadeiros embaixadores da biodiversidade através de um teatro, jogos e plantação de árvores são o mote destas ações, que incluem ainda uma apresentação da Quercus.   

Concebida para complementar os programas escolares, as ações de sensibilização, que já passaram por cerca de 15 localidades do país, envolvendo mais de 1000 alunos e cerca de 50 professores, utilizam uma abordagem interativa e dinâmica, promovendo uma consciência ambiental e sentido de responsabilidade junto dos mais novos.

O Lince Ibérico, a Azinheira, a Abetarda, a Águia de Bonelli, a Cegonha-Preta, o Lobo-Ibérico, o Sobreiro, o Azevinho e o Medronheiro são algumas espécies a assumir um lugar de destaque em todas ações e atividades a desenvolver.

A REN criou também um site para facilitar o acesso a todos os conteúdos no qual, para além de materiais didáticos para utilização em sala de aula, estão disponíveis jogos educativos, curiosidades e notícias. A REN prevê ainda publicar no site e divulgar nas páginas corporativas da empresa nas redes sociais, todas as iniciativas e ações no âmbito da biodiversidade, que sejam realizadas pelas autarquias locais e escolas do ensino básico, promovendo assim uma massa crítica nacional.

08 Março 2018

Quercus promove ação nacional

Em 12 distritos de Portugal

Em janeiro de 2018, a Quercus- Associação Nacional de Conservação da Natureza lançou uma ação, que se desenvolve ao longe dos 12 meses do ano, que pretende chamar a atenção para 12 problemas ambientais que ocorrem em Portugal.

Apesar das melhorias que Portugal tem registado a nível ambiental, em áreas como os resíduos, a água e o tratamento de efluentes domésticos, existem ainda muitos problemas ambientais que persistem em várias regiões do país.

Assim, a Quercus lançou a ação “12 meses / 12 iniciativas”, de forma a chamar a atenção para 12 problemas ambientais que ocorrem em território nacional, e para os quais é necessário encontrar soluções. Ao longo dos 12 meses do ano, 12 dos 18 Núcleos Regionais da Quercus, com o apoio dos Grupos de Trabalho técnicos da Associação, vão tornar públicas 12 situações ambientais graves na área dos seus distritos, esperando conseguir mobilizar as populações com os seus alertas e exigindo que as autoridades nacionais tomem medidas urgentes para a sua resolução.

Janeiro e fevereiro contaram com ações em Portalegre e na Guarda, respetivamente, onde os temas abordados foram “Agricultura Intensiva” e “Podes Excessivas”. Em março, o foco é “Pesca do Meixão”, em Viana do Castelo, e em abril a iniciativa vai estar em Vila Real com o tema “Utilização de Herbicidas”.

A Quercus pede ainda que a população continue a fazer chegar as suas queixas e denúncias sobre as problemáticas em debate à Associação, de modo a que possam ser analisadas e enquadradas na ação a desenvolver, tornando públicas as situações mais críticas.

Para saber mais sobre a iniciativa e sobre as restantes ações, consultem este link: http://www.quercus.pt/comunicados/2018/fevereiro/5539-acao-nacional-da-quercus-12-meses-12-iniciativas.

07 Março 2018

Fafe e Braga utilizam mais

Energias renováveis

Fafe e Braga são as cidades que mais utilizam energia elétrica de fontes renováveis em Portugal.

Em Fafe, os dados da Carbon disclosure Project indicam que toda a energia ali consumida em 2017 foi de origem renovável, seguindo-se Braga onde 79% foi de fontes renováveis.

A lista divulgada indica as cidades mundiais que afirmam que pelo menos 70% da eletricidade utilizada vem de fontes renováveis e tem, no total, 101 cidades, sendo que oito são portuguesas.

Como nem toda a eletricidade vem das mesmas fontes de energia renovável, a organização divide-a em oito categorias: solar, eólica (do vento), hídrica (das barragens), energia das ondas, biomassa, geotérmica (calor), não nuclear e não proveniente de combustíveis fósseis (como o petróleo, o carvão e o gás natural). Nas cidades portuguesas destacadas, a maioria recorre à eletricidade obtida através da energia hídrica e eólica.

A Carbon disclosure Project é uma organização sem fins lucrativos que promove a difusão de dados sobre o impacto ambiental de municípios e empresas.

https://www.publico.pt/2018/02/27/sociedade/noticia/cinco-cidades-portuguesas-entre-as-que-mais-usam-energias-renovaveis-1804556

06 Março 2018

Um açor foi o animal nº 2000

A ser libertado pelo CERVAS

Foi devolvido à Natureza, no dia 1 de fevereiro, um açor (Accipiter gentilis) em Gouveia. Esta ave de rapina diurna tinha sido encontrada dentro de um aviário industrial, uma unidade de produção de frangos, para onde tinha entrado.

Ocasionalmente, os açores entram dentro de aviários e isso acontece porque esta espécie alimenta-se preferencialmente de aves, sendo de destacar nesta situação a rápida intervenção e sensibilidade dos técnicos e proprietários do aviário que conseguiram capturar a ave de rapina, encaminhando-a de imediato para o CERVAS através da equipa do SEPNA/GNR de Mangualde.

No momento do ingresso no centro verificou-se que o açor não apresentava lesões e apenas estava magro, pelo que o processo de recuperação foi curto e apenas consistiu em alimentação e realização de testes de voo.

A devolução à Natureza desta ave foi um momento especial para o CERVAS pois foi o animal nº 2000 a ser libertado pelo centro desde o início do seu funcionamento em 2006. Para além disso, a ação foi realizada durante as comemorações do 30º aniversário da elevação de Gouveia a cidade, dia em que o CERVAS e o Município celebraram um protocolo de colaboração que será muito importante para a divulgação da biodiversidade da região da Serra da Estrela.

O açor é uma ave de rapina florestal de voo muito ágil e poderoso, difícil de observar devido aos seus hábitos discretos. Trata-se de uma espécie residente pouco comum em Portugal e muito dependente das áreas florestais, sendo mais abundante na zona Norte, especialmente na área litoral.

http://cervas-aldeia.blogspot.pt/2018/02/devolucao-natureza-de-1-acor-no-30.html

05 Março 2018

Escuteiros recebem 100 carvalhos

Para reflorestação em Monção

Um agrupamento de escuteiros de Monção vai receber cerca de 100 carvalhos de uma empresa de produção de papel para reflorestar uma área do concelho afetada pelos incêndios de outubro de 2017.

A iniciativa decorre nos meses de fevereiro e março, e surge do projeto internacional “Trees for the World”, e resulta no apoio da The Navigator Company ao Corpo Nacional de Escutas, com a campanha “Um Escuteiro, Uma Árvore”.

A iniciativa prevê que os escuteiros de todo o país plantem árvores originárias do território português (como Sobreiros, Carvalhos, Medronheiros e Pinheiros-bravos) em diferentes locais do país.

No total, a empresa de produção de papel vai entregar 4.800 árvores ao Corpo Nacional de Escutas, e vai disponibilizar informação sobre como se deve plantar uma árvore em apenas quatro passos.

Além de Monção, no distrito de Viana do Castelo, a ação vai envolver escuteiros de 70 agrupamentos de Albufeira, Aveiro, Braga, Bragança, Castelo Branco, Évora, Lamego, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Setúbal, Vila Real e Viseu.

http://radioaltominho.pt/noticias/escuteiros-de-moncao-recebem-100-carvalhos-de-empresa-de-producao-de-papel-para-reflorestar-area-consumida-pelas-chamas/

02 Março 2018

Almada cria grupo de voluntários

Para vigiar a floresta

O Serviço Municipal de Proteção Civil de Almada está a criar entre fevereiro e março um Corpo Permanente de Voluntários de Proteção Civil para ajudar a vigiar a floresta e apoiar em situações de catástrofe.

O objetivo desta iniciativa é envolver os cidadãos numa cultura de responsabilidade individual e de proatividade em relação a situações de risco.

Esta iniciativa resulta da boa experiência com a operação “Operação Floresta Segura, Floresta Verde”. Esta operação surgiu em 2001 e consistiu no apoio de voluntário na vigilância da floresta.

O grupo de voluntários vai ter como missão ajudar o Serviço Municipal de Proteção Civil de Almada através de várias iniciativas, como o patrulhamento vigilância e prevenção da floresta contra incêndios, o alerta para todas as situações de risco detetadas, o apoio logístico a operações de prevenção, proteção e socorro e a colaborar em ações de formação e sensibilização da população promovidas pelo serviço.

https://www.rostos.pt/inicio2.asp?cronica=14002601

01 Março 2018

Ajudanimal quer Pombal

A dar exemplo no cuidado animal

A Associação de Defesa dos Animais de Pombal – Ajudanimal quer tornar a cidade numa referência na defesa dos animais.

Esta associação não tem sede-própria nem casa-abrigo, sendo constituída por famílias de acolhimento temporário que dão resposta às necessidades de abrigo a animais que vão surgindo.

A Ajudanimal acredita que a sociedade está mais compreensiva em relação ao respeito pelos animais, e conta que as pessoas compreendem melhor a vantagem de esterilizar, vacinar e colocar o chip de identificação nos bichos.

Em 2015, este grupo começou uma campanha de esterilização, que é agora uma das exigências que fazem na adoção de animais. Em 2017, foram esterilizados 200 cães e gatos, e vacinaram e colocaram microchip em todos os bichos à guarda da associação.

A Ajudanimal fez 11 anos em fevereiro, e já conseguiram um total de 730 casos bem-sucedidos de adoções de animais.

https://www.regiaodeleiria.pt/2018/02/ajudanimal-quer-pombal-cidade-exemplo-na-defesa-animal/

26 Fevereiro 2018

Gaivota devolvida à Natureza

Continua a dar notícias

Há 6 anos, em janeiro de 2012, foi devolvida à Natureza uma gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus), em Aveiro, depois de um processo de recuperação no CERVAS. Esta ave tinha partido uma das patas e o seu tratamento demorou cerca de 3 meses.

Desde então, graças à anilha preta de PVC com a referência F122 que lhe foi colocada numa das patas, esta ave tem sido registada por vários observadores e fotógrafos de aves em vários locais. A observação mais recente ocorreu na Alemanha, em Helgoland, no dia 25 de agosto de 2017, que foi o 2035º dia após a sua devolução à Natureza.

Este será o local de reprodução desta ave, pois é lá que tem sido observada na companhia de outra gaivota-d´asa-escura durante os períodos de primavera e verão entre 2013 e 2017.

Nos meses de outono e inverno, esta gaivota tem sido observada na zona de Coimbra, onde originalmente tinha sido recolhida ferida em novembro de 2011. Curiosamente, em setembro de 2016 foi possível registar a sua rota migratória, e até a duração da mesma, pois no dia 7 foi fotografada em Helgoland (Alemanha), a 13 em Gijón (Espanha), a 16 em Matosinhos, e nos dias seguintes novamente em Coimbra.

A marcação de aves com anilhas é uma ferramenta muito importante para conhecer o seu comportamento, em especial no que se refere às aves migratórias. No contexto da recuperação de animais selvagens, acresce ainda a vantagem de se conhecer melhor o sucesso da reintegração dos animais no meio natural.

A gaivota-d´asa-escura (Larus fuscus) está presente no litoral de Portugal durante todo o ano, sendo a mais comum de todas as gaivotas durante os meses de outono e inverno. Esta espécie frequenta estuários, portos de pesca ou praias, podendo também ser detetada em zonas do interior em rios, albufeiras, campos cultivados ou em lixeiras.

23 Fevereiro 2018

Limpeza da floresta

É tema de ação de sensibilização

Está a decorrer uma série de ações de sensibilização junto da população de Amares para a limpeza de terrenos florestais, organizada pela Câmara Municipal de Amares, em conjunto com os Bombeiros Voluntários de Amares, as Juntas de Freguesia, a GNR e o SEPNA - Serviço de Proteção da Natureza, Ambiente e Proteção Animal.

Estas ações tiveram início em fevereiro decorrem em todas as freguesias de Amares até março.

O objetivo desta iniciativa é informar a população sobre o que devem fazer para cumprir a legislação em vigor, ao mesmo tempo que alertam para os benefícios das ações de limpeza na proteção das casas e edifícios e para os perigos da ausência destas ações nos terrenos.

https://vilaverde.net/2018/02/05/amares-sensibiliza-populacao-para-a-limpeza-dos-terrenos-florestais/

21 Fevereiro 2018

Estudo da Cátedra REN

Mostra novos dados sobre o Sisão

Uma equipa do CIBIO-INBIO revelou, através de um estudo desenvolvido no âmbito da Cátedra REN em Biodiversidade e publicado pela revista científica “PeerJ”, que a Rede Natura 2000, da União Europeia, não está a conseguir conservar uma das suas “espécies alvo” em Portugal, a ave sisão.

Uma equipa do CIBIO-INBIO demonstrou, através de um estudo desenvolvido no âmbito da Cátedra REN em Biodiversidade e publicado pela revista científica “PeerJ”, que a rede de áreas protegidas estabelecida pela União Europeia não está a ser eficaz na conservação de uma das suas “espécies alvo” em Portugal, a ave sisão.

 

As Zonas de Proteção Especial (ZPE’s), da Rede Natura 2000, foram criadas para a conservação de aves e abrangem as regiões de Portugal com as populações mais importantes da ave sisão (Tetrax tetrax). Em toda a Europa as populações de Sisão têm diminuído nos últimos anos, devido aos estragos nos seus habitats causados pela intensificação agrícola.

 

Para o estudo, os investigadores mediram a eficácia da Rede Natura 2000 na proteção do sisão, e compararam as tendências da população no período de 2003 a 2006 com as do ano de 2016, em 51 áreas – 21 das quais dentro de ZPE’s.

 

Os resultados apresentados mostram que a população de sisão em Portugal foi reduzida para quase metade em apenas 10 anos. Sendo que o número de aves diminuiu mais fora das ZPE's do que dentro. No entanto, em números absolutos, as maiores diminuições na densidade populacional registaram-se dentro das ZPE´s, apesar das áreas Natura 2000 beneficiarem de regras para impedir mudanças estruturais na utilização das terras, de forma a favorecer a o habitat estrutural desta espécie.

 

Esta tendência não foi verificada em todas as ZPE’s. Em duas das mais importantes ZPE’s, Castro Verde e Vale do Guadiana, as populações de sisão mantiveram-se com o mesmo número ou aumentaram durante os anos em análise. Esta tendência populacional coincide com as áreas onde se verificou que mais agricultores aderiram a um programa agroambiental que promove uma agricultura mais sustentável.

 

Podem ler mais sobre o estudo neste link: https://peerj.com/articles/4284/

15 Fevereiro 2018

A águia que estava “partidinha”

Foi devolvida à Natureza

No dia 19 de dezembro de 2017 foi devolvida à Natureza uma águia-d´asa-redonda (Buteo buteo) na Escola Superior Agrária de Coimbra, durante uma ação de educação ambiental com crianças que estavam num campo de férias de Natal, promovido pela Associação Nacional de Animadores Sociais (ANAS).

A águia-d´asa-redonda tinha ingressado no CERVAS depois de ter sido encontrada na berma de uma estrada, tendo sido encaminhada para o centro pelo Serviço de Proteção da Natureza e Ambiente (SEPNA) da GNR e pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF). No momento do ingresso verificou-se que a águia tinha fraturas em ambas as asas e também numa das pernas.

Por serem muitas lesões e graves, o processo de recuperação foi longo e obrigou à imobilização dos membros afetados para a recuperação das fraturas. Depois seguiu-se um período de fisioterapia para recuperação das capacidades de movimento dos membros e funcionamento das articulações. Já em instalações exteriores, a ave cumpriu um processo de treino de voo e musculação em contacto com outras águias-d´asa-redonda, de diferentes idades, que a ajudaram no processo de recuperação física e mental.

A devolução à Natureza decorreu numa zona agrícola próxima de áreas florestais, num local onde a espécie é observada com regularidade. Esta ação seguiu-se a um pequeno debate com as crianças sobre o trabalho do CERVAS, com destaque para as principais causas de ingresso de animais selvagens em centros de recuperação bem como ameaças à conservação de várias espécies selvagens protegidas que estão em perigo em Portugal.

A águia-d´asa-redonda é uma ave de rapina comum no nosso país e que está presente em vários tipos de habitats, desde áreas agrícolas a florestais, sendo muitas vezes fácil de observar em zonas humanizadas, como na periferia de aldeias ou estradas, locais onde tem facilidade em obter alimento, maioritariamente pequenos mamíferos, como ratos. Esta é uma ave considerada “amiga” dos agricultores pois tem um importante papel no controlo de potenciais pragas da agricultura.

17 Janeiro 2018

O regresso do corvo

Que esteve preso

No dia 9 de dezembro de 2017 foi devolvido à Natureza um corvo (Corvus corax) em Gouveia. Esta ave tinha ingressado no CERVAS após ter sido resgatada de uma situação de cativeiro ilegal e apresentava danos nas penas e atrofia muscular.

O cativeiro ilegal de espécies selvagens é uma situação que ainda ocorre em Portugal e que afeta diversas espécies, como é o caso do corvo e outras aves da mesma família (gralha-preta Corvus corone, gaio Garrulus glandarius ou pega-rabuda Pica pica) e também aves de rapina como o milhafre-preto (Milvus migrans), o peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus), passeriformes como os pintassilgos (Carduelis carduelis) e os verdilhões (Chloris chloris), ou até répteis como o cágado-mediterrânico (Mauremys leprosa).

Quando os animais ingressam nos centros de recuperação após apreensão por parte de autoridades como o SEPNA/GNR, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas ou a PSP, ou após entrega voluntária por parte das pessoas que os mantinham em cativeiro, os processos de recuperação podem ser muito longos, alguns deles prolongam-se por vários anos, e de grande dificuldade.

No caso deste corvo, para além de alimentação adequada, foi necessário cumprir um longo processo de treino de voo para recuperação da atrofia muscular. Foi também decisivo permitir um período de socialização com outras aves. Ao mesmo tempo, aguardou-se pelo processo de muda natural de penas de voo, que estavam partidas no momento do ingresso devido ao local onde a ave esteve presa. Ao longo dos vários meses de recuperação, foi-se avaliando a melhoria das capacidades de voo e a melhoria das interações com outros indivíduos que acompanharam o corvo durante a estadia no CERVAS.

A devolução à Natureza contou com a presença dos participantes na 21ª edição do Workshop Prático de Recuperação de Animais Silvestres, que no fim realizaram uma visita ao CERVAS como parte do programa do Workshop.

04 Janeiro 2018

Bufo-real volta à Natureza

Bufo-real precisou “roupa nova”

No dia 19 de dezembro de 2017 foi devolvido à Natureza um bufo-real (Bubo bubo) em Poios, Pombal, que tinha sido encontrado no chão, incapaz de voar.

O bufo-real tinha sido encontrado no chão por particulares que o acolheram, em outubro de 2017, e foi encaminhada para o CERVAS, através do SEPNA/GNR de Pombal e Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Esta ave de rapina tinha uma fratura numa asa, provocada por um tiro.

O processo de recuperação do bufo-real consiste na imobilização da asa partida, alimentação, treino de voo e musculação. Como algumas penas de voo foram perfuradas pelos tiros que acertaram na ave e outras se terem partido durante o internamento, foi necessário recuperá-las através de uma técnica chamada enxerto de penas.

O enxerto de penas tem origem na Falcoaria e permite acelerar o processo de recuperação das penas, quando os outros problemas já estão resolvidos. Para isso, são usadas penas de outras aves, que são coladas ao pássaro que precisa delas, e passa assim a ter uma “roupa nova”.

A devolução à Natureza decorreu perto do local onde o bufo-real tinha sido encontrado, com boas condições para a espécie, na presença das pessoas que recolheram a ave e outras que colaboraram na sua recuperação e preparação da libertação.

O gavião é uma pequena ave de rapina florestal de voo muito ágil e rápido. Esta espécie é de difícil observação devido ao comportamento de voo e aos habitats densos que frequenta e é pouco abundante em Portugal. O gavião é uma espécie residente no nosso país, ocorrendo sobretudo na metade Norte, mas durante os meses de Outono e Inverno existe um número significativo de indivíduos que chegam do Norte da Europa.

O bufo-real é a maior ave de rapina noturna da Europa e ocorre de Norte a Sul em Portugal, sendo raro na maior parte do território. Apesar de ser uma ave típica de zonas remotas pode ocupar uma grande variedade de habitats, embora prefira os de características rupícolas, ou seja, os habitats caracterizados pela escassez de solo e abundância de rochas.

28 Dezembro 2017

O Gavião que foi contra a janela

Voltou a voar em 5 dias

No dia 30 de Novembro de 2017 foi devolvido à Natureza em Viseu um gavião (Accipiter nisus) que tinha ingressado no CERVAS após ter embatido numa janela.

Este tipo de acidente é frequente nesta espécie devido ao comportamento de caça que esta ave de rapina diurna de pequeno porte faz a pequenas aves, muitas vezes perto de cidades onde existe uma grande quantidade e variedade de estruturas.

Neste caso, e ao contrário do que ocorre em muitas situações, o gavião não sofreu lesões graves, tendo sido recolhido pela pessoa que o encontrou no chão, ao pé de uma janela, e de imediato encaminhado para o CERVAS através do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O processo de recuperação foi simples e rápido, tendo consistido essencialmente em repouso e alimentação, tendo sido realizados testes de voo para depois devolvê-la à Natureza.

O gavião é uma pequena ave de rapina florestal de voo muito ágil e rápido. Esta espécie é de difícil observação devido ao comportamento de voo e aos habitats densos que frequenta e é pouco abundante em Portugal. O gavião é uma espécie residente no nosso país, ocorrendo sobretudo na metade Norte, mas durante os meses de Outono e Inverno existe um número significativo de indivíduos que chegam do Norte da Europa.

22 Dezembro 2017

O pisco que apanhou boleia

Ficou preso na grelha de um auto

No dia 22 de Novembro de 2017 o CERVAS devolveu à Natureza um pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula) em Gouveia. Esta ave chegou ao centro através de um condutor que se apercebeu que esta pequena ave tinha ficado presa na grelha do seu automóvel.

Este pisco teve a sorte de ficar  numa zona segura da viatura, o que apesar de ter embatido no carro permitiu que sobrevivesse com pequenas lesões. . Por isso apenas foi necessário aguardar algum tempo para a sua recuperação e fazer alguns testes de voo. A ave foi anilhada e devolvida à Natureza por alguns técnicos, voluntários e estagiários do CERVAS num local onde a espécie ocorre regularmente.

O pisco-de-peito-ruivo é uma das aves mais inconfundíveis da nossa fauna selvagem e destaca-se pela beleza da plumagem, pelo canto que produz durante praticamente todo o ano e pelo comportamento nalguns casos “dócil”, permitindo observações bem próximas até mesmo em zonas urbanas. Esta espécie é residente em Portugal, sendo o seu efetivo reforçado nos meses frios por indivíduos invernantes provenientes da Europa Central e do Norte.

30 Novembro 2017

Andorinhões migram para África

Para passar os meses frios

Entre 21 de Setembro e 31 de Outubro de 2017 foram devolvidos à Natureza em Gouveia três andorinhões-pálidos (Apus pallidus). Estes indivíduos juvenis terão sido os últimos a regressar à Natureza durante o ano de 2017 uma vez que a maior parte da população desta espécie migratória já terá migrado para África para passar os meses frios, regressando ao nosso país apenas no início da Primavera do próximo ano.

16 Novembro 2017

Devolução à Natureza de 4 grifos

Em Pinhel junto ao rio Côa

Nos dias 18 e 25 de Setembro e 2 e 18 de Outubro de 2017 foram devolvidos à Natureza 4 grifos (Gyps fulvus) em Pinhel.

Todos os grifos eram juvenis e ingressaram no CERVAS através do SEPNA/GNR e PSP após terem sido recolhidos debilitados em diferentes zonas do distrito da Guarda. Três deles foram encontrados no Parque Natural da Serra e um na cidade da Guarda.

No final do Verão e início do Outono é frequente serem encontrados grifos juvenis debilitados, como estes quatro, pois é nesta altura que há migração destas aves para África. 

Os processos de recuperação consistiram em alimentação, treino de voo e contacto com outros grifos para socialização.As devoluções à Natureza decorrem num local próximo ao rio Côa, uma zona habitualmente frequentada por grifos.

O grifo é a espécie de abutre mais comum em Portugal e a sua população distribui-se pela metade interior do país, principalmente junto à fronteira com Espanha. Mais de metade da população portuguesa encontra-se no Nordeste Transmontano mas podem ser observados grifos no interior da Beira e Alentejo e até no Algarve mas neste último caso principalmente na época de migração.

31 Outubro 2017

Flamingo devolvido à Natureza

Ave foi atacada por cães mas o C

No dia 28 de Setembro de 2017 foi devolvido à Natureza um flamingo (Phoenicopterus roseus) na ilha da Morraceira, Figueira da Foz.

Esta ave tinha sido encontrada na ria de Aveiro, na Murtosa, com vários ferimentos no corpo provocados por ataque de cães, tendo sido encaminhada para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos (CRAM / Ecomare), que por sua vez o enviou para o CERVAS com o apoio de vigilantes da Natureza da Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto / Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O processo de recuperação demorou cerca de 1 mês e consistiu em tratamento das feridas (limpeza e antibioterapia), repouso, alimentação (maioritariamente forçada, por sonda) até o flamingo estar preparado para o regresso à Natureza.

20 Outubro 2017

Abelharuco curado

Após ter partido uma asa

Abelharuco devolvido à Natureza após ter fracturado uma asa durante a sua viagem a caminho de África

No dia 28 de Agosto de 2017 foi devolvido à Natureza um abelharuco (Merops apiaster) em Gouveia. Esta ave tinha ingressado no CERVAS através do SEPNA/GNR de Mangualde no dia 19 de Julho de 2017, após ter sido recolhido na zona de Sátão, e apresentava uma fractura numa das asas, provavelmente devido a colisão com alguma estrutura. O processo de recuperação consistiu em imobilização do membro afectado durante cerca de 3 semanas, alimentação com insectos e treino de voo. A devolução à Natureza decorreu no Parque Natural da Serra da Estrela num local onde a espécie está presente durante o Verão, altura em que se podem observar bandos com muitos indivíduos, pois é a época  em que decorre a migração dos abelharucos para África.

13 Outubro 2017

CERVAS acompanha os Heróis

Na Covilhã

O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens esteve presente na Covilhã onde falou com os alunos e professores sobre a importância da proteção de animais selvagens e do seu habitat.

Foi ainda devolvida à natureza uma coruja-das-torres que esteve a ser tratada no CERVAS. 

06 Outubro 2017

Encontrar um animal ferido

O que fazer quando o encontramos

Para saberes como deves agir se encontrares um animal ferido carregam em "ver mais"

Vê este vídeo.

25 Setembro 2017

Milhafre-preto

Devolvido à natureza

Este Milhafre-preto foi devolvido à natureza após um período de dez meses de recuperação no Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS)

O processo de recuperação desta ave de rapina diurna durou cerca de 10 meses pois foi necessário aguardar pela muda completa das penas de voo. Durante todo esse período, o milhafre-preto permaneceu em contacto direto com outras aves da mesma espécie, de diferentes idades, para treino e socialização, sendo o contacto com humanos reduzido apenas ao essencial.

O cativeiro ilegal de espécies protegidas é um crime e deve ser sempre denunciado às autoridades através do SOS Ambiente 808200520. 

Para conheceres melhor estas e outras histórias segue este link http://cervas-aldeia.blogspot.pt/2017/08/devolucao-natureza-de-1-milhafre-preto.html

20 Setembro 2017

Britango

Recuperado no CERVAS

Os britangos são aves curiosas e extremamente inteligentes. Na Natureza são das poucas que conseguem utilizar objetos como "ferramentas", neste caso pedras para partir ovos.

O britango adulto (imagem em cima) entrou no CERVAS, após ter sido encontrado por um Pastor de Fonte de Aldeia, Duas Igrejas, concelho de Mirando do Douro, com suspeita de envenenamento. Neste caso tudo correu bem e a ave foi devolvida à natureza após recuperação.

São raros os casos de aves vítimas de envenenamento que entram num centro de recuperação com vida e com possibilidades de serem totalmente recuperados. Em Portugal, existe uma plataforma de luta contra o uso ilegal de venenos denominada Programa Antídoto – Portugal www.antidoto-portugal.org

15 Setembro 2017

Crias de tartaranhão

Devolvidas à natureza

O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) devolveu à natureza quatro tartaranhões-caçadores (Circus pygargus) em Urrós, Mogadouro, no Parque Natural do Douro Internacional.

Estas aves foram encontradas por agricultores que durante a ceifa passaram acidentalmente por cima do ninho. As quatro crias foram entregues ao CERVAS que após as recuperar devolveu-as à natureza.

O processo de recuperação consistiu em alimentação, manutenção das aves em grupo sempre com o mínimo de contacto com humanos, treino de voo e caça em instalações exteriores. É de destacar a enorme quantidade de ratos que foram necessários para alimentar as 4 aves, cerca de 600 no total, para que pudessem desenvolver-se da forma mais rápida e natural possível.

06 Setembro 2017

Os Animais mais Famosos

Nas Redes Sociais

Há animais que fazem mais sucesso nas redes sociais do que muitas pessoas. As contas são criadas pelos donos destes animais e chegam a ter milhões de seguidores.

Segue este link para veres todas as fotografias dos animais mais populares como o ouriço Oatmeal.

29 Agosto 2017

Reflorestação de zonas ardidas

Viveiro com cinco mil plantas

Um empresário de Castelo Branco ligado à silvicultura e a Câmara de Pedrógão Grande criaram um viveiro de carvalhos e de sobreiros, com cerca de cinco mil plantas, que posteriormente serão usados na reflorestação dos terrenos.

O empresário da Silvapor, que se disponibilizou recentemente para oferecer árvores e efetuar a respetiva plantação em Pedrógão Grande, a título gratuito, de cerca de 30 mil árvores, explicou que a semente para as plantas deste viveiro vai ser recolhida no local, em áreas não ardidas.

O objetivo passa por envolver a comunidade escolar neste projeto, nomeadamente na recolha de sementes, e colocar uma parte imediata neste inverno, sendo que o contacto com a escola deverá ser feito pelo município de Pedrógão Grande.

Adianta que também já falou com o município de Figueiró dos Vinhos no sentido de ali instalar um viveiro semelhante a este e que irá ainda falar com a autarquia de Castanheira de Pera para um projeto semelhante.

Fonte: Jornal do Fundão

11 Agosto 2017

Juvenil de Açor

Salvo de cativeiro ilegal

Esta ave de rapina foi recuperada no CERVAS. Nos últimos anos tem existido um empenho das autoridades para recolher animais que estão em posse ilegal por parte de particulares e a tendência é para um aumento progressivo de apreensões nos próximos anos.

A captura e detenção de animais selvagens autóctones é ilegal, e como tal, deve ser denunciada às autoridades. Tem havido anos em que esta é a principal causa de ingresso no CERVAS, devido ao elevado número de Passeriformes, como por exemplo pintassilgos (Carduelis carduelis) ou gralhas-pretas (Corvus corone) ou mesmo aves de rapina como o milhafre-preto (Milvus migrans) apreendidos pelas autoridades.

Estes animais não podem ser devolvidos à Natureza, pois na grande maioria dos casos não conseguiriam relacionar-se correctamente com outros indivíduos da mesma espécie, e poderiam aproximar-se em demasia de populações humanas.

02 Agosto 2017

Coruja-das-torres recolhida

Estava doente à beira da estrada

A coruja-das-torres está presente em Portugal
durante todo o ano. Gosta de viver em  velhos celeiros, edifícios em ruínas, campanários e até velhas estações de caminho-de-ferro que possam ser usados como local de repouso e
nidificação.

A entrada no CERVAS de animais muito débeis e magros é frequente. Os animais mais susceptíveis e com maior índice de mortalidade são os juvenis, sendo o primeiro ano o mais crítico para um animal de qualquer espécie, pois nessa fase podem não estar totalmente aptos para sobreviver de forma independente dos seus pais. Estes indivíduos têm também maior dificuldade a adaptar-se a todos os elementos não naturais do seu habitat, e a sua inexperiência pode não lhes permitir obter a quantidade de presas suficientes para sobreviver. São, por isso, os juvenis de primeiro ano que geralmente entram em estados de caquexia e desnutrição mais avançados. Estas situações são de difícil recuperação, principalmente quando acompanhados de desidratação severa, uma vez que os processos fisiológicos dos animais podem estar irreversivelmente alterados.

26 Julho 2017

Mocho-galego salvo de chaminé

Ficou preso durante vários dias

Este Mocho-galego (Athene noctua) foi encontrado debilitado e sujo após ter entrado numa casa pela chaminé.

Quando uma cria ou juvenil de um animal selvagem ingressa num centro, o contacto visual com humanos deve ser reduzido ao mínimo indispensável, de forma a evitar a sua domesticação. O primeiro passo deve ser avaliar se está em boa condição física e nesse caso descobrir onde foi encontrado e tentar devolvê-lo de imediato ao seu local de origem, se as condições de segurança estiverem garantidas. Embora este seja o procedimento ideal, só muito raramente há as informações necessárias e as garantias de sucesso que permitam tomar essa decisão. Assim, e porque poucas vezes se conhece a proveniência exacta e a localização dos ninhos ou tocas, dá-se início ao processo de recuperação, havendo diversas soluções, que podem passar pela adopção por mães/pais adoptivos (geralmente animais irrecuperáveis da mesma espécie ou outra semelhante) que existem nos centros ou a colocação em conjunto com outros indivíduos de idade aproximada que tenham sido também recolhidos na mesma época, mesmo que sejam provenientes de outras zonas. Inicialmente poderá ser necessário alimentá-los individualmente, reduzindo sempre o contacto com humanos ao mínimo indispensável, mas logo que possível o animal deve ser estimulado a que se alimente de formas independente, algo que nalgumas espécies, como os andorinhões, não é possível, o que obriga a um maior esforço da equipa de trabalho.

20 Julho 2017

Hospital para animais selvagens

Porque existe o CERVAS?

Sabias que muitos dos animais selvagens em Portugal enfrentam diversas ameaças e precisam assim da ajuda do CERVAS? Sabias que a maior parte das ameaças são causadas pelo ser humano? É verdade, muitos animais são feridos de forma premeditada, como por exemplo através de tiro e cativeiros ilegais.

 

Um dos principais motivos do acolhimento de animais selvagens no CERVAS é o atropelamento e embate com janelas ou outros. As construções humanas são cada vez mais, reduzindo assim o espaço disponível para os animais, causando acidentes deste género.

 

Outra razão para a necessidade de hospitalização é a desnutrição de animais selvagens, sobretudo os mais jovens. Os elementos não naturais no habitat dos animais silvestres e a inexperiência dos mesmos, dificultam o seu dia-a-dia, levando à insuficiência de alimento. Situações de desnutrição são de difícil recuperação, uma vez que o corpo dos indivíduos jovens pode estar mal desenvolvido.

 

Ainda, existe um grande número de animais, como pintassilgos, gralhas-pretas e aves de rapina, que são tirados do seu habitat natural e colocados em cativeiros ilegais. Com a ajuda de todos, muitos destes casos são denunciados e os animais são resgatados e levados para o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens para avaliação, tratamento e, sempre que possível, devolução à Natureza.

 

Estas são apenas algumas de muitas causas de ingresso no CERVAS e serão a base de muitas histórias que serão contadas nos próximos meses sobre diferentes aspectos do trabalho do CERVAS, as espécies que ingressam e também os problemas e ameaças que enfrentam.

14 Julho 2017

Libertação de um Grifo

No Parque da Serra da Estrela

O Grifo é um abutre que vive nas zonhas montanhosas do sul da Europa, do sudoeste asiático e de África. Chega a medir 1 metro de comprimento e 2,7 metros de envergadura.

O Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS), apoiado pela REN, libertou um grifo no Parque Natural da Serra da Estrela.

Esta ave tinha sido recolhida pelo Centro porque estava ferida e sem conseguir voar. Após algumas semanas de tratamento já está recuperada e foi devolvida à natureza.

10 Julho 2017

Encontraste um animal ferido?

Aprende como deves agir

Aprende como deves agir

Evita ao máximo perturbá-lo fazendo pouco barulho e estando o mínimo tempo possível com ele.

Usa uma toalha ou pano para cobrir a cabeça do anima e coloca-o numa caixa de cartão adequada ao seu tamanho, com pequenos furos para que possa respirar. Tem muita atenção ao bico/focinho e às garras para não seres magoado!

Não fiques com o animal muito tempo e apenas devemos prestar os primeiros-socorros se tivermos conhecimentos para tal.

Entrar de imediato em contacto com:

SEPNA-GNR:217503080

SOS Ambiente:808200520

ICNF: 213507900 ou Parque Natural / Área Protegida mais próxima.

04 Julho 2017

REN parceira do CERVAS

A REN e o Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens (CERVAS) vão trabalhar em conjunto em várias ações de preservação do ambiente, recuperação de animais selvagens feridos, conservação de habitats e educação ambiental.

O CERVAS funciona como um hospital para animais selvagens. Está em Gouveia, no Parque Natural da Serra da Estrela e iniciou funções em 2006, onde já recebeu e tratou 4078 animais de 175 espécies diferentes.

29 Junho 2017

Centro marinho Ecomare

Instalado numa das margens do canal de Mira na ria de Aveiro, na Gafanha da Nazaré, o Ecomare é um centro que aposta na recuperação de animais marinhos, incluindo aves marinhas.

O Ecomare é o mais recente laboratório da Universidade de Aveiro e desenvolve actividades de investigação científica em biotecnologia marinha, ecologia, biodiversidade, oceanografia, engenharia naval, aplicações robóticas navais, engenharia costeira, entre outras, incluindo estudos estratégicos para a avaliação de actividades económicas marítimas.

Fonte: https://www.publico.pt/2017/06/15/ciencia/noticia/ecomare-um-centro-que-alia-a-ciencia-a-reabilitacao-de-animais-marinhos-1775671

16 Junho 2017

5 mil filhotes de tartaruga

Libertados no Brasil

O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis, juntamente com instituições e moradores do município de Pracuúba no Brasil, vai devolver à natureza cerca de 5 mil filhotes de tartaruga. 

As etapas do projeto abrangem proteção, manuseamento e monitorização dos sítios de alimentação e desovas, acompanhamento do período de incubação até ao nascimento dos filhotes, que posteriormente são devolvidos à natureza. O objetivo é aumentar a população de tartarugas no seu habitat natural.

Fonte: http://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/mais-de-5-mil-filhotes-de-tartaruga-serao-soltos-na-natureza-em-comunidade-no-ap.ghtml

05 Junho 2017

Contagem de crias de cegonhas

Na Companha das Lezírias

A REN participou numa ação de contagem de cegonhas brancas bébés na Companhia das Lezírias.

A cegonha branca é uma espécie conhecida de todos e que habitualmente utiliza estruturas construídas pelo Homem como local de nidificação, incluindo telhados de casas, chaminés, postes telefónicos, apoios de linhas eléctricas, entre outros.

02 Junho 2017

O Primeiro Medronhal

Em São Pedro de Alva

Com o apoio da REN, o primeiro medronhal certificado do mundo cresce no concelho de Penacova ocupando cerca de 20 hectares.

O medronheiro é a árvore que dá o medronho, um pequeno fruto vermelho muito saboroso. 

30 Maio 2017

Nasceram quatro tigres brancos

Falco, Toto, Mia e Mautzi

Nascimento de quatro tigres brancos é pouco comum.

Falco, Toto, Mia e Mautzi nasceram em 22 de março num zoo da Áustria e ficarão um ano e meio com sua mãe.

A sua mãe Thalie de 6 anos e o seu pai Samir de 9 anos já deram ao mundo 25 filhotes.

25 Maio 2017

Libertação de aves selvagens

Dias 25 de abril e 1 de maio

A Quercus e a Câmara Municipal de Grândola associam-se para a libertação de 5 espécies de aves selvagens: uma Garça-real, uma Cegonha-branca, uma Gaivota-argêntea, um Bufo-real e um Bútio-vespeiro.

A Quercus e a Câmara Municipal de Grândola associam-se para a libertação de 5 espécies de aves selvagens: uma Garça-real, uma Cegonha-branca, uma Gaivota-argêntea, um Bufo-real e um Bútio-vespeiro.

Todas estas aves foram tratadas no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André. As aves serão libertadas nos dias 25 de abril na aldeia do Carvalhal e no Eco Parque Moutinho da Ribeira no dia 1 de maio.

20 Abril 2017

Heróis de toda a espécie

Ações em Braga e Barcelos

Cerca de 150 alunos vão aprender sobre a importância da preservação da floresta portuguesa e conservação das espécies animais e vegetais ameaçadas ou em vias de extinção.

A REN - Redes Energéticas Nacionais, inicia esta semana duas ações do programa "Heróis de toda a espécie", que terão lugar no próximo dia 16 de março, às 9h00, na Escola Artística do Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga e no Centro Escolar de Barqueiros, em Barcelos, no mesmo dia, às 14h30.

Para saberes mais sobre as espécies animais e vegetais que fazem parte deste programa consulta a seção "Sala de Aula". 

14 Março 2017

Contagem de cegonhas bebés

Um projeto sobre biodiversidade, que junta a empresa Redes energéticas Nacionais (REN) e a Universidade do Porto, vai atuar na minimização de impactos ambientais, com ações como uma contagem de cegonhas bebés, com colaboração dos cidadãos.

Entre as áreas abrangidas pela Cátedra REN em Biodiversidade, ministrada na Universidade do Porto e financiada pela Fundação Ciência e Tecnologia (FCT), está a monitorização, minimização e compensação da atividade, a ecologia populacional e a promoção da cidadania na ciência.

Para saberes mais podes ler a notícia completa aqui: https://www.noticiasaominuto.com/pais/746358/projeto-piloto-promove-contagem-de-cegonhas-bebes-com-ajuda-de-cidadaos

23 Fevereiro 2017

Casal de linces libertado

Casal de linces solto na natureza inaugura época de libertação 2017

A época de libertação de linces ibéricos inicia-se hoje, em Mértola, com um casal a ser o primeiro a chegar à natureza, este ano, mas até março serão libertados oito animais, naquele concelho alentejano, anunciou o Instituto para a Conservação da Natureza.

Dois linces, um macho e uma fêmea, oriundos do Centro Nacional de Reprodução em Cativeiro em Silves, iniciam a sua vida em meio natural na área do Vale do Guadiana", refere uma informação do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Estas ações estão integradas no projeto Recuperação da Distribuição Histórica do Lince Ibérico (Lynx pardinus) em Espanha e Portugal para recuperar uma espécie que está ameaçada.

Para saberes mais segue este link: https://www.noticiasaominuto.com/pais/743515/casal-de-linces-solto-na-natureza-inaugura-epoca-de-libertacao-2017

17 Fevereiro 2017

Animais salvos da extinção

Estas 10 espécies animais salvaram-se da extinção e até conseguiram aumentar a sua população.

A baleia-cinzenta (Eschrichtius robustus) é um mamífero da família dos escrictídeos que pode chegar a medir 15 metros e pesar até 35 mil quilos. Há cerca de 15 anos havia apenas uma centena de linces ibéricos (Lynx pardinus) em liberdade, hoje há cerca de 440. O panda gigante (Ailuropoda melanoleuca) deixou de fazer parte da “lista negra” das espécies em vias de extinção. A águia imperial ibérica (Aquila adalberti) depois de muitos esforços por parte de organizações de conservação deixou de estar em perigo de extinção. Os rinocerontes de java (Rhinoceros sondaicus). O gnu de cauda preta. O milhafre real (Milvus milvus) é uma ave da família accipitridae e a sua espécie deixou de estar presente na lista dos animais em risco. O órix (Oryx leucoryx), também chamado de guelengue-do-deserto, é um antílope africano. O cavalo selvagem da Mongólia (Equus ferus), também chamado de cavalo de przewalski. Os roedores da espécie Leporillus conditor são da família Muridae e podem ser apenas encontrados na Austrália.

Fonte: (Observador)

Podes consultar a notícia completa aqui: http://observador.pt/2017/01/23/dez-especies-que-se-salvaram-da-extincao/

 

 

 

16 Fevereiro 2017

Novos máximos na energia eólica

Registado novo máximo na produção de energia eólica de 4532 MW.

A REN registou, no passado dia 2 de janeiro, um valor máximo instantâneo de 4532 MW na produção de energia eólica, que compara com o anterior máximo de 4453 MW, registado em 21 de novembro do ano passado. Este novo máximo surge depois de em 2016 se ter atingido um novo máximo de 5 anos no consumo de gás natural e eletricidade em Portugal.

No mesmo dia, a produção diária de energia eólica também superou o anterior record, tendo atingido os 96,7 GWh, mais 0,8 GWH do que o anterior máximo registado a 30 de janeiro de 2015.

Ao longo dos últimos anos, as energias renováveis têm vindo a ganhar cada vez mais peso na composição do balanço energético, tendo a energia eólica contribuído com 12188 GWh para o sistema em 2016, o que representa 22% do consumo total.

10 Fevereiro 2017

Cátedra REN em Biodiversidade

Dia 23 de fevereiro, no Auditório da Fundação Serralves no Porto, realiza-se o 1º Simpósio da Cátedra REN em Biodiversidade.

Fundada com o objetivo de criar uma rede inovadora e integrada de pesquisa, transferência de conhecimento, investigação e divulgação científica nos diferentes domínios da biodiversidade, contribuindo para a sua preservação, a Cátedra REN resulta de uma parceria entre a REN, a FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia e o CIBIO-InBIO da Universidade do Porto.

Em debate estarão temas ligados à inovação, sustentabilidade ambiental e criação de valor no setor energético compensando e protegendo a biodiversidade.

10 Fevereiro 2017

REN apoia cultura do medronho

REN e CPM parceiros

O medronho é um pequeno fruto silvestre vermelho proveniente do Medronheiro. É muito saboroso e as suas propriedades e características são utilizadas na gastronomia, cosmética e para fins medicinais.

Pelos benefícios económicos, sociais e ambientais, nomeadamente pela proteção natural de fogos florestais a REN, através desta parceria com a Cooperativa Portuguesa do Medronho, pretende promover a manutenção e a preservação da biodiversidade nos terrenos que envolvem os seus postes de linhas elétricas.

10 Fevereiro 2017

Energias renováveis a crescer

Energia produzida através das barragens cresceu mais de 70% em 2016. Energia solar é a próxima aposta

A energia consumida a partir de produção hídrica, nome que dá energia produzida através das barragens, ultrapassou, o ano passado, as centrais a carvão. A produção a partir de hídricas registou o segundo valor mais elevado de sempre e cresceu 73% face a 2015, numa altura em que as renováveis já são responsáveis por 57% do consumo nacional. A energia hidráulica representa 28% do total, seguida da eólica, que pesa 22%. Em sentido inverso, as centrais a carvão registaram uma queda de 14% no fornecimento da energia consumida, segundo os dados divulgados pela REN, que gere a rede elétrica.

Se quiseres saber mais segue este link  https://www.dinheirovivo.pt/economia/producao-de-energia-hidrica-ultrapassa-carvao-solar-e-a-proxima-aposta/

12 Janeiro 2017

Comboio Inovador e Sustentável

Uma vez comboio continua a ser dos meios de transporte com menores emissões de gases de efeito estufa a empresa alemã Locomore criou um comboio que circula através de energias renováveis e que durante a viagem serve alimentos orgânicos aos passageiros.

Criado através de financiamento coletivo, este comboio especial teve a sua viagem inaugural há cerca de um mês e para já circula no trajeto Berlim-Estugarda, com paragens em Frankfurt e Hannover. Para garantir que o comboio é movido apenas com recurso a “energias limpas”, a Locomore assinou contracto com uma empresa de energias renováveis alemã, conseguindo assim o selo de “energia verde”.

Mais de 530 km separam Berlim e Estugarda, pelo que a empresa quis dotar o comboio de todas as funcionalidades para tornar a viagem agradável, mas tendo sempre a sustentabilidade como objetivo principal. Assim, todos os alimentos servidos a bordo são orgânicos.

Sustentável e inovador, neste comboio existem também carruagens para toda a família, carruagens de silêncio e carruagens onde se pode escolher o tema de conversa para debater com os nossos companheiros de viagem. Animais e bicicletas são também bem-vindos.

16 Dezembro 2016

1ª turbina de ondas a funcionar

No passado dia 24 de novembro entrou em funcionamento a primeira turbina de produção de energia através das ondas no Canadá, que irá fornecer eletricidade a mais de 500 casas.

Instalada no fundo da baía de Fundy, na costa leste do Canadá entre as províncias canadianas de Nova Escócia e Nova Brunswick, a turbina de maré está equipada com dois megawatts que está já a gerar “com sucesso energia renovável através do poder das marés”.

O projecto é da responsabilidade da OpenHydro, que já agendou a instalação de uma segunda turbina no mesmo local para o inicio de 2017.

Anualmente, a eletricidade gerada por estas duas turbinas irá produzir a energia equivalente à produção gerada pela queima de 2 mil toneladas de carvão.

A costa oeste de França tem sido apontada como a próxima localização para a instalação destas potentes turbinas de produção de energia através das ondas do mar.

07 Dezembro 2016

Avanços na eficiência solar

Descoberta recente poderá revolucionar a tecnologia de células solares, com capacidade para aumentar em 50% a eficiência da energia fotovoltaica existente neste momento.

Tipicamente a quantidade de células solares que podem ser convertidas em energia costuma rondar os 30%, no entanto, investigadores do Technion Israel Institute of Technology conseguiram desenvolver novas e melhoradas ferramentas termodinâmicas que trabalham para capturar a energia que atualmente acaba perdida antes de ser transformada em eletricidade.

No projeto, os cientistas desenvolveram um material de fotoluminescência que absorve as radiações do sol e as converte em calor e luz com “condições ideais de radiação”. Isto vai iluminar a célula fotovoltaica permitindo uma maior eficácia de conversão. O resultado final é um imenso impulso: uma taxa de eficiência de 30% é aumentada agora para 50%.

“A radiação solar, no seu caminho para as células fotovoltaicas, atinge um material que desenvolvemos para este fim e que é aquecido pela parte não utilizada do espectro”, explica o Assaf Manor, responsável pelo projeto. “Além disso, a radiação solar no espectro é absorvida e reemitida num espectro azul-deslocado. Esta radiação é então colhida pela célula solar. Deste modo, tanto o calor como a luz são convertidos em eletricidade.”

O lançamento do projeto para o mercado está previsto dentro de cinco anos.

28 Novembro 2016

Oceanos geram 10% da energia

Os oceanos podem assegurar 10% das necessidades energéticas na União Europeia até 2050, segundo o relatório recentemente divulgado pelo Ocean Energy Forum.

O aproveitamento da energia das ondas e marés será, de acordo com este relatório, essencial para a UE atingir a meta de cortar as emissões de gases com efeito de estufa entre 80 e 95%, até à data estimada.

O relatório conclui que a energia dos oceanos é um “novo potencial setor industrial', que poderá gerar emprego e riqueza, contribuindo para a segurança energética a um custo razoável e ajudando a alcançar os objetivos climáticos, ambientais e de segurança da União Europeia.

 

Energia das ondas em Portugal

Portugal tem um enorme potencial ainda por explorar em termos de energia dos oceanos.

97% do nosso território é marítimo, ultrapassando 40 vezes a dimensão do espaço terrestre, tendo a costa portuguesa um enorme potencial em energia das ondas. A concretização e superação deste potencial poderia chegar a assegurar 20% do total de energia elétrica consumida no país.

Quanto a projetos nacionais, a Ilha do Pico, nos Açores, já teve em funcionamento uma central pioneira a nível mundial na produção de eletricidade a partir da energia de ondas, de forma regular. Contudo, encontra-se agora abandono, devido aos elevados custos de manutenção e falta de financiamento.

Na costa continental portuguesa, estava em preparação uma Zona Piloto em São Pedro de Moel (Leiria) para receber projetos de demonstração para aproveitamento da energia das ondas.

Em Peniche, o projeto Waverolller explora o potencial da energia das ondas para a geração de eletricidade, através de um financiamento do Banco Europeu de Investimento (BEI), com o apoio do programa comunitário Horizonte 2020.

Existe também um enorme potencial de aproveitamento das tecnologias eólicas offshore, tal como demonstra o projeto Windfloat, instalado em Viana do Castelo. Esta tecnologia inovadora consiste numa turbina eólica montada numa plataforma flutuante que permite utilizar a tecnologia em águas mais profundas.

O investimento nestas tecnologias poderá ajudar Portugal a ser mais ambicioso nas suas metas de energias renováveis, reforçando a ideia já defendida pelas organizações de defesa do ambiente de que é possível atingir 100% de eletricidade renovável já em 2030, e acelerar a transição energética dos combustíveis fósseis para a energia limpa, essencial para cumprir os objetivos assumidos no Acordo de Paris.

14 Novembro 2016

Lince e águia ibéricos em risco

Lince-ibérico e águia-imperial-ibérica estão em risco devido a um vírus que ataca a população de coelhos na Península Ibérica.

Investigadores do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto alertam para existência de uma nova variante do vírus da Doença Hemorrágica Viral do coelho, sendo esse o possível motivo de preocupação para as populações de lince-ibérico e águia-imperial-ibérica.

O estudo, a ser publicado brevemente na revista Science, concluiu os efeitos da nova variante do vírus na conservação dos ecossistemas ibéricos como fulminantes, sendo já responsável por um decréscimo anual de cerca de 20% da população de coelhos na Península Ibérica.

Como consequência directa, os lince-ibéricos na Serra de Andújar e a água-imperial-ibérica na região do Vale do Guadiana estão também a ser afetados. A escassez de alimento provocada pelo vírus, fará com que estes animais reduzam os gastos de energia ao máximo, ficando a função reprodutora relegada para último.

Pedro Monterroso, responsável por este projeto de investigação afirma "Enquanto o vírus anterior só afetava a população adulta, nesta variante, os coelhos jovens – inclusive acabados de nascer – são também uma classe muito suscetível da doença”.

O estudo vai ser publicado na revista científica Scientific Reports, do grupo Nature.

 

(fonte: Green Savers)

07 Novembro 2016

Ação voluntária da Quercus

Voluntários vão plantar, a 14 de outubro, mais de 1200 exemplares de plantas dunares na Costa de Lavos, Figueira da Foz.

A Quercus ANCN vai realizar uma ação na Costa de Lavos, na Figueira d Foz, com o objetivo de sensibilizar para a necessidade de conservação dos sistemas dunares.

Com o apoio de um grupo de voluntários, será realizada a plantação de espécies vegetais adaptadas ao ambiente dunar, para aumentar a retenção de areias e abrandar a erosão.

A área de intervenção tem sido sujeita, nos últimos anos, a episódios erosivos acentuados, como as tempestades do início de 2014, que afetaram a zona costeira a sul da Figueira da Foz.

A plantação será efetuada com estorno, uma planta autóctone, apta para o objetivo pretendido. Esta planta contribui com as suas raízes para a estabilização das areias e para o estabelecimento de outras espécies pioneiras e estão previstas a plantação de mais de 1200 plantas desta espécie.

A atividade, realizada com a aprovação da Agência Portuguesa do Ambiente, é uma parceria entre a Quercus ANCN (Núcleo de Coimbra) e a Grace – Associação de Responsabilidade Social Empresarial, que angariou mais de 30 voluntários, junto de empresas associadas, para a realização da atividade.

A comunidade local está também envolvida através da colaboração da Casa dos Pescadores da Costa de Lavos.

12 Outubro 2016

A REN apoiou o projecto MEDEA

A REN esteve de novo presente na Noite Europeia dos Investigadores a apoiar o projeto MEDEA.

A iniciativa decorreu no dia 30 de setembro e teve como tema “Ciência no dia-a-dia”, com o objetivo de estimular a participação ativa da sociedade em atividades de investigação e de transmissão do conhecimento científico.

Durante essa noite a ciência esteve em destaque em diversos pontos estratégicos da cidade de Lisboa, onde o Projeto MEDEA voltou a desafiar quem passou pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC) a fazer medições experimentais, procurando assim desmistificar os enigmas acerca dos campos eletromagnéticos.

O Projeto MEDEA é uma ação da Sociedade Portuguesa de Física (SPF) com o apoio da REN desde 2008, em que os alunos do ensino Secundário e Superior de todo o país são convidados a medir campos elétricos e magnéticos, quer na escola, no seu ambiente doméstico ou na vizinhança de linhas de transporte de energia elétrica.

A Noite Europeia dos Investigadores acontece desde 2005 e resulta de uma parceria entre a Universidade de Lisboa e a Câmara Municipal de Lisboa. Promove demonstrações, workshops, concursos, jogos, apresentação de projetos de investigação, visitas guiadas e experiências laboratoriais, que, este ano, decorreram no Museu Nacional de História Natural e da Ciência (MUHNAC), no Jardim do Príncipe Real, no Miradouro de São Pedro de Alcântara e no Planetário Calouste Gulbenkian. 

03 Outubro 2016

A competição dos Cães Voadores

Realizou-se, no dia 18 de Setembro, a 2ª edição da competição “Flying Dogs” (“Cães Voadores”) em Kamnik, na Eslovénia.

Neste concurso os cães participantes são colocados em cima de uma plataforma com 10 metros de altura, de onde saltam para apanhar um brinquedo que lhes foi atirado, caindo depois na água. O objetivo? Ver qual era o cão que “voava mais alto”.

O cão que percorrer maior distância entre o fim da plataforma e o local da aterragem e que atingir maior altitude, ganha. Para os donos há prémios em dinheiro.

Apesar de este ter sido apenas o segundo ano da competição, esta já se encontra dividida em ligas e escalões próprios.

20 Setembro 2016

REN adere ao Bike to Work

No Dia Europeu Sem Carros, 16 de setembro, colaboradores da REN partiram de bicicleta rumo à REN. 


O objetivo da iniciativa, em resposta ao desafio "Bike to work", era incentivar os trabalhadores a deslocarem-se de bicicleta para o local de trabalho, visando, desta forma, sensibilizar as empresas e os seus colaboradores para a necessidade de reduzir os impactos ambientais da mobilidade urbana.

A experiência foi considerada por todos bastante positiva e o Clube de BTT da REN equaciona até repetir quer no âmbito desta como de outras iniciativas do género.

Esta é uma iniciativa da Lisboa E-Nova em conjunto com a Câmara Municipal de Lisboa e que contou com o apoio da Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Está inserida na 6ª edição da Semana Europeia da Mobilidade (16 a 22 de setembro), no âmbito das comemorações do Dia Europeu sem Carros, que este ano tem como tema a "Mobilidade sustentável e inteligente - um investimento para a Europa". 

 

16 Setembro 2016

Golfinho pré-histórico

Descoberto fóssil

Foram descobertos fósseis de uma espécie de golfinho que viveu há 25 milhões de anos atrás.

Cientistas identificaram uma nova espécie de golfinho que viveu há 25 milhões de anos. O animal foi descoberto após uma nova examinação de um espécimen que tinha sido encontrado em 1951 e que desde então tem estado no Smithsonian Museum of Natural History, em Washington DC.

Acredita-se que que este seja uma animal próximo do actual golfinho lacustre asiático.

17 Agosto 2016

Floresta Comum

445.222 plantas oferecidas

Ao longo das suas seis edições o projeto Floresta Comum já disponibilizou mais de 445 mil plantas de 60 espécies autóctones que foram plantadas em terrenos públicos e comunitários.

Em 2015, foram solicitadas cerca de 230 mil plantas em 62 candidaturas. De acordo com as disponibilidades dos quatro viveiros do ICNF, I.P. - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, foram distribuídas 153.423 plantas, as quais foram plantadas entre outubro de 2015 e março de 2016. Tem sido grande o envolvimento da administração local nestas ações de (re)arborização, através dos Municípios e Juntas de Freguesia, pelo que o projeto Floresta Comum passa por disponibilizar cada vez mais plantas e, no futuro, por constituir também uma bolsa de plantas para os terrenos privados.

O Floresta Comum é uma parceria entre a Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza, o ICNF, I.P. - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a ANMP – Associação Nacional de Municípios Portugueses, e a UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Esta parceria surgiu com o objetivo de incentivar a criação de uma floresta autóctone com altos níveis de biodiversidade e de produção de serviços de ecossistema. É parcialmente financiado pelo projeto Green Cork – reciclagem de rolhas de cortiça e conta com o mecenato da REN – Redes Energéticas Nacionais.

O arranque desta iniciativa ocorreu no âmbito das comemorações do Centenário da República Portuguesa, em 2010, que coincidiram com o Ano Internacional da Biodiversidade. Cerca de 80 municípios plantaram os “Bosques do Centenário” - monumentos vivos constituídos por 100 plantas (árvores/arbustos) autóctones portugueses. 

15 Julho 2016

UE lista espécies invasoras

A Comissão Europeia publicou a sua primeira lista de Espécies Exóticas Invasoras (EEI) que identifica 37 plantas e animais exóticos que representam uma ameaça significativa para o ambiente e ecossistemas da UE.

Os Estados-Membros são agora obrigados a tomar medidas para abordar a dinâmica destas 37 espécies exóticas introduzidas e promover o seu combate. Isso pode envolver a implementação de medidas de controlo adequadas para impedir que as espécies em questão sejam mantidas, vendidas, transportadas, reproduzidas ou libertadas na natureza. Uma das espécies constante nesta lista é o Jacinto de Água que provoca graves perturbações e perda de biodiversidade nos ecossistemas aquáticos em Portugal. Outra é a Vespa Asiática (ou Vespa Velutina) que constitui uma grande ameaça para as abelhas e para a produção de mel.

As espécies invasoras podem causar grande dano às espécies nativas, alimentando-se delas, competindo com elas por alimento e promovendo a propagação de doenças entre outros efeitos nefastos. As EEI também podem representar uma ameaça para a saúde humana e resultar em custos importantes para a economia através de danos às culturas e infra-estruturas.

Em Portugal temos os casos bem recentes e altamente prejudiciais para a economia da Vespa Asiática e da Vespa do Castanheiro, que ameaçam de forma grave a apicultura e a produção de castanha e se estão a espalhar por todo o país de modo acelerado.

Espécies Exóticas Invasoras que são obviamente muito prejudiciais e que podem causar a extinção de plantas e animais nativos, como o vison-americano ou o peixe-escorpião estão ainda fora desta lista.

 

15 Julho 2016

Heróis de Toda a Espécie

Vence prémio da APEE

A iniciativa “Heróis de Toda a Espécie” foi distinguida com uma menção honrosa na categoria "Comunidade" nos prémios Reconhecimento Práticas de Responsabilidade Social (RPRS). 

O prémio foi entregue na Gala RPRS, que teve lugar em Lisboa, a 12 de julho. 

Organizados pela Associação Portuguesa de Ética Empresarial (APEE), os prémios RPRS visam distinguir a implementação de políticas e modelos de boa governação em organizações dos setores público e privado, com e sem fins lucrativos, com boas práticas em responsabilidade social. A atribuição deste prémio aconteceu na sequência de um processo de auditoria levado a cabo pela APEE, que avaliou a estrutura do programa, o impacto gerado e a replicabilidade.

De acordo com Margarida Ferreirinha, diretora de Comunicação e Sustentabilidade da REN “O Heróis de Toda a Espécie é um programa especial para a REN. Tanto pelo seu tema, como pelo empenho de todos os parceiros institucionais e técnicos, mas sobretudo pelo impacto que sentimos que o programa tem nas escolas. A conservação da biodiversidade e a proteção ambiental são temas que estão intimamente ligados com a nossa atividade e por isso são tão importantes para nós. O reconhecimento deste programa como uma boa prática de responsabilidade social é um motivo de grande orgulho para todos nós”.

A iniciativa "Heróis de toda a espécie", que conta com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e da Direção-Geral da Educação, é dirigida a alunos do 3º e 4º ano do 1º ciclo do ensino básico e pretende torná-los verdadeiros embaixadores da importância da biodiversidade. Concebida para complementar os programas escolares, as suas ações de sensibilização utilizam uma abordagem interativa e dinâmica, promovendo uma consciência ambiental e sentido de responsabilidade junto dos mais novos. Teatro, jogos e plantação de árvores são o mote das ações, que incluem ainda uma apresentação da Quercus, parceiro técnico do projecto, sobre as espécies animais e vegetais. 

Para facilitar o acesso a todos os conteúdos foi também criado um site, disponível em www.heroisdetodaaespecie.pt. Para além de materiais didáticos para utilização em sala de aula, estão disponíveis neste site jogos educativos, curiosidades e notícias. A Tux & Gill foi responsável pela imagem e atividades base do programa e a FIRE pelas ações de ativação nas escolas. Para esta edição a REN escolheu como espécies a destacar a Águia de Bonelli, a Cegonha-Preta, o Lobo-Ibérico, o Sobreiro, o Azevinho e o Medronheiro, que assumem um lugar de destaque em todas ações e atividades a desenvolver. Estes conteúdos foram preparados com o apoio técnico da BIO3 e sa Consulai. No futuro serão adicionadas novas espécies animais e vegetais. 

Esta iniciativa veio reforçar significativamente a parceria estabelecida entre a REN e o ICNF em 2008, no âmbito do programa "Business & Biodiversity", promovido por Portugal aquando da Presidência portuguesa da UE. As parcerias para a biodiversidade são projetos conjuntos entre empresas, organizações não-governamentais e entidades públicas, que visam reforçar os instrumentos económicos de conservação da biodiversidade através de ações conjuntas de gestão.

13 Julho 2016

Limpeza da Tapada de Mafra

Vê aqui o vídeo!

No dia 17 de junho, dezenas de voluntários da REN, acompanhados de familiares, amigos e de jovens EPIS, participaram numa ação na Tapada de Mafra.

Esta ação teve o objetivo de limpar a tapada de forma a permitir o desenvolvimento de algumas das espécies de plantas e árvores que se pretende que se estabeleçam naquele território. Clica aqui para veres o vídeo!

28 Junho 2016

Avião movido a energia solar

Solar Power 2 cruza o Atlântico

O Solar Impulse 2, avião coberto por 17 mil células fotovoltaicas e que funciona sem recurso a combustíveis, completou a sua travessia do Atlântico.

Sevilha, em Espanha, é a localização na qual o Solar Impulse 2 aterrou, finalizando assim a sua viagem atlântica. Este é um avião que não necessita de combustíveis e cujo funcionamento não produz quaisquer desperdícios poluentes. Pilotado por Bertrand Piccard e Andre Borschberg, o Solar Impulse 2 é o exemplo de que o futuro da aviação poderá passar por soluções mais amigas do ambiente, como a energia solar.

24 Junho 2016

REN na Tapada de Mafra

Ação de Voluntariado

No dia 17 de junho dezenas de colaboradores da REN estiveram na Tapada de Mafra numa atividade de limpeza da mata.

Este ano a limpeza da Tapada de Mafra contou, para além dos voluntários REN e familiares, com alunos da EPIS-Empresários Pela Inclusão Social, instituição com a qual a REN tem promovido regularmente a visita por parte de alunos de vários estabelecimentos de ensino às suas instalações. 

As dezenas de voluntários estiveram algumas horas, acompanhadas por técnicos da Tapada de Mafra, a limpar a mata de forma a promover o crescimento de algumas das espécies protegidas que lá crescem.

17 Junho 2016

Vídeo

Heróis em Trofa

Os Heróis de Toda a Espécie passaram recentemente por Trofa! Clica aqui para veres o vídeo desta etapa da nossa viagem. 

15 Junho 2016

Manjerico

Santos Populares

Numa altura em que Lisboa se prepara para celebrar os Santos Populares, há uma planta que já perfuma toda a cidade.

O manjerico (Ocimum minimum L.) pertence, tal como o seu parente mais próximo - o manjericão (Ocimum basilicum L.) - à família de plantas Lamiaceae.

Em Portugal, o manjerico é uma planta bastante associada com as festas de Santo António e de São João, realizadas em 13 de Junho e 24 de Junho, respectivamente, em vários municípios. Na tradição popular das festas em honra de Santo António em Lisboa, por exemplo, é costume os rapazes comprarem um manjerico num pequeno vaso, para oferecer à namorada, o qual traz uma bandeirinha com uma quadra popular, por vezes brejeira ou jocosa, tal como acontece no São João do Porto.

(Fonte: wikipédia)

08 Junho 2016

Vê aqui o vídeo

Heróis em Trofa

Já viste como correu a viagem dos nossos Heróis até à Escola Básica de Estação, em Trofa? Clica aqui para veres o vídeo!

07 Junho 2016

1 de junho

Dia da Criança

Em Portugal, o Dia da Criança é celebrado a 1 de junho, embora a ONU tenha determinado que esta efeméride se celebre mundialmente a 20 de novembro.

O Dia da Criança é uma ocasião na qual podemos homenagear os mais novos e promover iniciativas comemorativas mas também educativas que a eles se destinem. Esta é também uma ocasião privilegiada para recordar o facto de em muitas partes do mundo ainda existirem grandes números de crianças cujas condições de vida estão muito longe daquilo que é desejável. 

De acordo com a UNICEF, 16 mil crianças morrem diariamente devido a causas evitáveis ou que podiam ter sido tratadas e 2.4 biliões não têm acesso a condições sanitárias dignas. Assim, é importante recordar que há ainda muito a fazer para que todas as crianças tenham a infância que merecem.

01 Junho 2016

382 praias de Ouro

Qualificação da Quercus

A Quercus distinguiu com “Qualidade de Ouro” 382 praias, 338 zonas balneares costeiras, 36 interiores e 8 de transição, em reconhecimento da qualidade da água destas zonas.

Como em anos anteriores, a Quercus identifica, de acordo os critérios estabelecidos pela própria Associação, as águas balneares em Portugal classificadas como tendo “Qualidade de Ouro”, com base na informação pública oficial, disponibilizada pela Agência Portuguesa do Ambiente (SNIRH - http://snirh.pt/).

Neste sentido, foram identificadas em 2016 382 praias com “Qualidade de Ouro” em Portugal – mais 68 que no ano anterior. Deste total, 321 praias situam-se em Portugal continental, 41 na Região Autónoma dos Açores e 20 na Região Autónoma da Madeira. Este ano temos mais 57 praias costeiras, 10 interiores, e 3 de transição, a receber esta distinção.

Em comparação com o ano 2015, perdem o galardão 2 praias fluviais e três costeiras. Merecem destaque as praias de D. Ana, em Lagos, e da Leirosa, na Figueira da Foz, uma vez que a partir deste ano, passou a ser igualmente ponderado na atribuição do galardão, a existência de eventuais atentados ambientais ou paisagísticos nas praias.

19 Maio 2016

O pirilampo Mágico está de volta

Cerca de 700 mil "pirilampos mágicos" estão já à venda em todo o país no âmbito da mais antiga campanha de solidariedade portuguesa com o objetivo de apoiar pessoas com deficiência intelectual e suas famílias.

Lançada pela primeira vez em 1987, a campanha do Pirilampo Mágico é promovida pela Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (Fenacerci), e decorre até dia 29 com o lema "Somos quem somos".

Os pirilampos poderão ser comprados a dois euros e há também pin, canecas, chávenas de café, t-shirt, e um saco de compras, produtos cuja venda reverte para 84 cooperativas que apoiam mais de 30 mil pessoas.

O dinheiro angariado tem finalidades que variam em função das necessidades das organizações, que podem ir desde uma pequena obra, até à compra de equipamentos, de ajudas técnicas ou adaptação de espaços.

12 Maio 2016

Heróis de volta à estrada

Visita a escolas alentejanas

No dia 4 de maio, a iniciativa Heróis de Toda a Espécie regressou ao contacto com os jovens, tendo visitado a Escola Básica da Mata, em Estremoz, e a Escola Básica da Horta das Figueiras, em Évora.

Como é habitual, teatro, jogos e plantação de árvores, bem como uma apresentação da Quercus sobre as espécies animais e vegetais, serão as principais atividades destas ações, que irão envolver cerca de 200 alunos. Em 2016, o Heróis de Toda a Espécie tinha já visitado escolas de Fafe, Famalicão, Trofa, Ponte de Lima, Santa Maria de Bouro e  Vila de Prado.

04 Maio 2016

Heróis regressam às escolas

Depois de em fevereiro ter visitado várias escolas do Minho, a iniciativa Heróis de Toda a Espécie regressou em abril ao contacto com os mais jovens. 

Desta vez, o teatro, os jogos e plantação de árvores que são a base das atividades do Heróis de Toda a Espécie envolver amcerca de 200 alunos do Centro Social de Castelões, em Vila Nova de Famalicão, da Escola Básica de Estação, na Trofa, e do Centro Educativo de Montelongo, em Fafe. Brevemente, esta iniciativa regressará à estrada, de forma a levar a sua mensagem de proteção ambiental a jovens de outras escolas espalhadas pelo país!

28 Abril 2016

Dinossauros com penas

Os dinossauros desapareceram da face da terra há 65 milhões de anos por razões que a comunidade científica ainda debate. Mas será que existem entre nós descendentes destes antigos répteis?

Muitos cientistas acreditam que espécies de dinossauros carnívoros de pequeno porte evoluíram ao longo de milhões de ano para um tipo de animal que terá sido o antepassado das aves modernas. Desde o século passado que paleontólogos referem a semelhança entre os ossos e as pegadas de dinossauros e de pássaros. Assim, podemos dizer que as aves, desde o colibri até à avestruz, passando pelo pombo ou pela águia, são descendentes dos dinossauros.

Uma das características mais evidentes na maior parte das aves são as penas. Assim, parece legítimo perguntar se os dinossauros, habitualmente retratados como répteis com escamas, poderiam ter apresentado algum tipo de plumagem. "Dinosaurs Among Us", ou "Dinossauros Entre Nós" é uma exposição que descreve a evolução das aves, com destaque para os dinossauros, que retrata com penas. Consulte este link para ver mais imagens destes animais com a sua nova "roupagem".

07 Abril 2016

Biodiversidade na Viticultura

Quercus estabelece parceria

A Quercus integrou um novo projeto, a convite da Global Nature Fund, fundação internacional sediada na Alemanha.  

Trata-se de uma parceria entre organizações de diversos países para fortalecer os conhecimentos e boas práticas do sector vitivinícola na proteção da biodiversidade, associada direta ou indiretamente a esta atividade. O projeto é financiado pelo Programa Erasmus+ e tem a duração de 36 meses, decorrendo de 1 de Setembro de 2015 a 31 de agosto de 2018.
 
 

23 Março 2016

Semana sem Pesticidas


A Quercus junta-se à campanha internacional “Semana Sem Pesticidas”, que decorre entre 20 e 30 de março, e continua a desafiar autarquias a abandonarem os herbicidas.

Começou a 20 de março a 11ª edição da Semana sem Pesticidas, uma ação promovida por um conjunto de organizações a nível internacional que lutam pela abolição ou uso sustentável dos pesticidas químicos de síntese. Nesta iniciativa, impulsionada pela ONG francesa Genérations Futures, apela-se à participação dos cidadãos num conjunto de atividades simples que podem promover. www.semana-sem-pesticidas.org

Na Semana sem Pesticidas, já divulgada através do Minuto Verde, vai decorrer uma Prova de shots vegetais biológicos e Workshop de nutrição saudável (Oeiras)*; a Exposição FoodVision - Alimentação mais sustentável, na Escola Superior Agrária de Santarém; assinaturas da petição internacional Sumo de Laranja mais sustentável http://supplychainge.org e durante toda a semana estarão abertas inscrições gratuitas no Workshop de alternativas ao uso de produtos farmacêuticos, a realizar a 9 abril, na sede nacional da Quercus, em Lisboa. 

O site www.semana-sem-pesticidas.org além de sugestões diversas, disponibiliza uma carta-tipo para qualquer pessoa solicitar à sua Câmara Municipal ou Junta de Freguesia o fim da utilização dos herbicidas desafiando-as a subscreverem o Manifesto “Autarquia sem Glifosato”, que pelo facto de ser o herbicida mais utilizado dá nome ao referido manifesto. 

 

21 Março 2016

Milhafre-preto libertado

No próximo dia 18 de Março, a Quercus, através do seu Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco, vai devolver à natureza um Milhafre-preto (Milvus migrans). 
 

Esta ave de rapina procedente encontrava-se em cativeiro e foi recolhida no verão passado no concelho de Ponte Sor pelo SEPNA – Serviço de Protecção da Natureza da GNR, tendo sido entregue no Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Castelo, onde permaneceu em recuperação até à data. 
Esta ave vai ser devolvida a natureza com os alunos do agrupamento de escolas de Mação e elementos do SEPNA de forma a sensibilizar para a necessidade de proteger a nossa biodiversidade.

O milhafre-preto mede cerca de 55 cm de comprimento e 135–155 cm de envergadura, e  cerca de 1 kg de peso. A plumagem é de cor castanha, de tom mais escuro na parte superior das asas. O milhafre-preto é uma ave predadora que se alimenta de pequenos mamíferos, em particular roedores, e anfíbios, mas com características de oportunista alimentar que varia a dieta de acordo com a localização geográfica e época do ano. Esta ave adaptou-se bastante bem à presença humana e pode ser observada em cidades.  O milhafre-preto é ocasionalmente necrófago, aproveitando os cadáveres de outros animais mortos em estradas.

17 Março 2016

Candidaturas abertas

Green Project Awards

Está de regresso esta iniciativa que distingue os projetos nacionais mais inovadores na área da sustentabilidade em Portugal. 

O Green Project Awards abriu as candidaturas para a sua 9ª edição. Através desta iniciativa, as empresas, organizações não governamentais, associações, cooperativas, estabelecimentos de ensino e de investigação, administração pública e administração local e cidadãos em nome individual podem candidatar os seus projetos a um vasto leque de temas ligados à área do ambiente, economia verde e da sustentabilidade.

Ao longo de oito edições, o Green Project Awards já distinguiu mais de 100 projetos em Portugal, num total de mais de 1200 candidaturas. As candidaturas ao Green Project Awards deverão ser entregues até ao dia 31 de maio, exclusivamente, em formato digital. Saiba mais em gpa.pt

11 Março 2016

Dia Internacional a 3 de março

Vida Selvagem

No dia 3 de março celebra-se o Dia Internacional da Vida Selvagem.

 

Este dia foi criado em 2013 pela ONU com o objetivo de celebrar a fauna e a flora do planeta, assim como alertar para os perigos do tráfico de espécies selvagens animais. A escolha do dia 3 de março para esta efeméride tem como justificação o facto de ter sido neste dia, em 1973, que se verificou a CITES - Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção.

O tema do Dia Internacional da Vida Selvagem de 2016 é "O futuro da vida selvagem está em nossas mãos", com destaque para a proteção do elefante africano e asiático.

 

02 Março 2016

Carnaval em Escola de Vila Verde

Ambiente e diversão lado a lado

No âmbito do projeto Escola + Verde, o Carnaval dos alunos do 1º ciclo da Escola Básica de Ribeira do Neiva, em Vila Verde, decorreu sob o signo da reciclagem e do respeito pelo ambiente.

aqui as divertidas máscaras que estes alunos fizeram com materiais reciclados! 

19 Fevereiro 2016

Heróis de toda a Espécie

Programa chega às escolas

A REN - Redes Energéticas Nacionais, inicia esta semana uma série de ações do programa "Heróis de toda a espécie" em escolas do ensino básico de todo o país.

O programa “Heróis de toda a espécie”, que conta com o apoio do Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas e da Direção-Geral da Educação é dirigida a crianças do 3º e 4º anos do 1º ciclo do ensino básico e pretende torná-los verdadeiros embaixadores da importância da biodiversidade. Concebida para complementar os programas escolares, as ações de sensibilização utilizam uma abordagem interativa e dinâmica, promovendo uma consciência ambiental e sentido de responsabilidade junto dos mais novos.

Teatro, jogos e plantação de árvores serão o mote destas ações, que irão envolver cerca de 250 alunos e que terão lugar nos próximos dias 16 de fevereiro, no Centro Escolar das Lagoas em Ponte de Lima e no dia 17, no Centro Escolar de Bouro, em Santa Maria de Bouro e na EB n.º 1 de Prado, em Vila de Prado. Estas iniciativas incluírão ainda uma apresentação da Quercus sobre as espécies animais e vegetais.

Para esta edição a REN escolheu como espécies a destacar a Águia de Bonelli, a Cegonha-Preta, o Lobo-Ibérico, o Sobreiro, o Azevinho e o Medronheiro, que irão assumir um lugar de destaque em todas ações e atividades a desenvolver. No futuro serão adicionadas novas espécies animais e vegetais.

Esta iniciativa vem reforçar significativamente a parceria estabelecida entre a REN e o ICNF em 2008, no âmbito do programa "Business & Biodiversity", promovido por Portugal aquando da Presidência portuguesa da UE. As parcerias para a biodiversidade são projetos conjuntos entre empresas, organizações não-governamentais e entidades públicas, que visam reforçar os instrumentos económicos de conservação da biodiversidade através de ações conjuntas de gestão.

16 Fevereiro 2016

Descobrir os Oceanos

Já conheces este concurso promovido pela Formato Verde para a criação de um livro de banda desenhada?

"Descobrir os Oceanos" desafia alunos do Básico e do Secundário a desenvolver e a apresentar argumentos subordinados aos sete princípios da literacia dos oceanos. Os quatro melhores argmentos serão transformados num texto de BD, ilustrado por profissionais.

15 Fevereiro 2016

Heróis chegam às escolas

Ação do "Heróis de Toda a Espécie, iniciativa da REN, teve lugar dia 11 de fevereiro na Escola 31 de Janeiro, na Parede.

Esta ação antecipa o arranque oficial deste projeto junto das escolas, agendado para 16 de fevereiro, em Ponte de Lima, prosseguindo, depois, até final de fevereiro, por outros estabelecimentos de ensino da região do Minho.  

O programa, preparado com o apoio técnico da Quercus, proporcionou aos cerca de 50 alunos das duas turmas do 4.º ano desta escola da Parede, uma tarde repleta de atividades e jogos, com o famoso e histórico "Jogo da Glória" assim como um jogo de cartas, adaptado a este tema. Os estudantes assistiram ainda a uma apresentação da Quercus, dedicada ao Lobo Ibérico, e a uma peça de teatro intitulada "Heróis de Toda a Espécie".

Para assinalar a passagem dos "Heróis" pela escola, a ação terminou com a plantação de duas espécies vegetais: um medronheiro e um azevinho.

 

 

11 Fevereiro 2016

Toalha repelente de mosquitos

Empresa portuguesa pioneira

Numa altura em que o vírus Zika está na ordem do dia, uma empresa portuguesa desenvolveu uma toalha que funciona como repelente de mosquitos.

A dengue ou o vírus Zika são exemplos de epidemias que se propagam através das picadas de mosquitos, especialmente em regiões do globo em que o clima é tropical e favorável à existência destes animais.

São muitos os meios desenvolvidos para combater a propagação destas doenças e a Enamorata, uma empresa portuguesa, inventou uma nova forma de o fazer, tendo criado a primeira toalha de praia repelente de mosquitos, um dos principais transportadores das doenças anteriormente mencionadas.

Fonte: Mundo Português

 

10 Fevereiro 2016

A família das cegonhas

O género científico Ciconia é um dos presentes na família das cegonhas-brancas, a família Ciconiidae. 

Este género é composto pelos parentes mais próximos das duas espécies de cegonhas presentes em Portugal, a cegonha-branca (Ciconia ciconia) e a cegonha-negra (Ciconia nigra). Além das "nossas" espécies existem ainda mais cinco espalhadas um pouco por todo o mundo. Uma delas é a cegonha-de-abdim (Ciconia abdimii), que também é uma ave migratória, com o corpo todo preto, exceto o peito, que é branco, e parte da cabeça, que é azul com uma mancha vermelha nos olhos. Esta ave, que vive desde a Etiópia até à África do Sul em pastos, bosques e savanas perto de água, alimenta-se de insetos, pequenos mamíferos, répteis e anfíbios, assim como de pequenos peixes e aves. Felizmente esta cegonha, apesar de ser alvo de caça e de superstições como, por exemplo, a de que sacrificar esta ave trará chuva para terras secas, não se encontra em perigo.

O mesmo não se poderá dizer da cegonha-de-pescoço-branco (Ciconia episcopus), que tem neste momento um estatuto de conservação Vulnerável segundo a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas segundo a IUCN (www.iucnredlist.org/), devido principalmente à perseguição humana e à perda de habitat. Esta ave preta com pescoço branco e peito branco e com tons de verde e roxo, ocorre na Ásia, desde a Índia até à Indonésia, estando presente também em África onde ocupa zonas húmidas com árvores.

Em pior estado de conservação encontra-se ainda a cegonha-stormi (Ciconia stormi), com estatuto de conservação de Em Perigo segundo a IUCN, estimando-se que o efetivo populacional não ultrapasse os 500 indivíduos, distribuídos em zonas muito específicas de florestas pristinas e habitats dulciaquícolas em Sumatra, no Bornéu, e na Malásia Peninsular. Esta ave de grande porte é normalmente um animal solitário, que se alimenta praticamente apenas de peixe. O estado de conservação desfavorável desta espécie prende-se principalmente com a perda de habitat, o reduzido número de indivíduos em liberdade e a caça excessiva em algumas das áreas onde ocorre.

Em situação contrária às últimas duas espécies, encontra-se o maguari (Ciconia maguari), que não apresenta problemas de conservação relevantes e que se encontra um pouco por toda a América do Sul, tendo as suas preferências de habitat direcionadas para pântanos, zonas húmidas tropicas e pastos encharcados. É um pouco maior que a nossa cegonha-branca e muito parecida, estando as diferenças apenas no bico, patas e zona envolvente ao olho que são vermelhas. Apesar de não estar ameaçada esta ave é caçada em algumas zonas da amazónia.

Ainda assim, a espécie mais parecida à cegonha-branca, será a sua parente cegonha-branca-oriental (Ciconia boyciana). Esta espécie é um pouco maior e apresenta uma auréola vermelha à volta do olho, uma íris mais clara e um bico muito preto. Esta cegonha encontra-se Em Perigo de extinção segundo a IUCN devido à perda de habitat e à caça excessiva praticada contra os indivíduos da espécie. Pode ser encontrada na China e na Rússia, alimentando-se, tal como a sua congénere europeia de peixe e outros pequenos animais presentes em massas de água abertas e zonas encharcadas. 

(Texto de Tiago Neves, Bioinsight)

02 Fevereiro 2016

Novas crias no Zoo de Lisboa

O Jardim Zoológico de Lisboa anunciou o nascimento de duas novas crias, duas fêmeas de Órix-de-cimitarra. Esta é uma espécie de antílope que está extinta na Natureza desde 2000 e só pode ser vista em cativeiro.

Os motivos que levaram à extinção desta espécie de Órix foram a caça intensiva com armas modernas, longos períodos de seca e desertificação e redução de habitat natural devido à expansão agrícola local e ao pastoreio de gado doméstico. 

O Órix-de-cimitarra pode chegar até aos 200kg e medir até 1,75m de comprimento. É conhecido pelos seus longos cornos, tanto nos machos como nas fêmeas, curvados para trás, que podem ir até cerca de 1,20 m de comprimento, e vive em manadas de, pelo menos, 10 indivíduos, sempre com a existência de um macho dominante.

No habitat natural, bebe água sempre que a encontra, mas pode resistir meses sem a consumir diretamente, retirando-a apenas das plantas que consome. Procura alimento ao fim do dia e ao amanhecer, protegendo-se do calor mais intenso. 

21 Janeiro 2016

Congelado há 30 anos

Cientistas reanimam animal

Cientistas japoneses trouxeram de volta à vida um animal microscópico que estava congelado há 30 anos.

O animal, um Tardigrado, levou 29 dias a voltar ao seu estado normal e já se conseguiu reproduzir. Estes animais aquáticos conseguem desacelerar o seu metabolismo durante longos períodos de tempo, o que lhes permite desta forma resistir a condições extremas.  

18 Janeiro 2016

Manatins fora de perigo

A população de manatins da Flórida, Estados Unidos da América, aumentou em 500% desde 1991, o que significa que a espécie já não é considerada como estando em perigo de extinção.

O Serviço de Pescas e Vida Selvagem americano solicitou que a espécie deixasse de ser considerada como estando em perigo de extinçao, passando a ser considerada como ameaçada. As alterações efetuadas nos habitats destes animais foram cruciais para esta alteração.

Com uma média de 500 a 550 quilogramas de massa e entre 2,8 a 3 metros, com máximas avistadas de 3,6 metros e 1 775 quilogramas, o manatim é um mamífero aquático de grandes dimensões. É muito dócil e herbívoro, sendo as colisões com barcos uma das suas principais ameaças.

12 Janeiro 2016

‘Era uma vez... na Natureza'

A REN lançou em parceria com o Núcleo Regional do Ribatejo e Estremadura da Quercus o livro de contos ‘Era uma vez... na Natureza'. 

Este livro, já disponível na loja virtual da Quercus, surge no âmbito do programa "Heróis de Toda a Espécie", da REN, e trata-se de uma compilação de contos da autoria de Cláudia Silva, com ilustrações do artista portuense Nicolau Fernandes, dedicados à natureza e aos seres fantásticos que fazem parte dela.

Esta selecção de 10 histórias foi feita com base nos Contos da Natureza, uma rubrica bimensal da publicação Quercus Ambiente, com o objetivo de sensibilizar o leitor para a importância de todos os seres vivos e seus ecossistemas, contando algumas das suas histórias de uma forma empolgante e cativante. 

06 Janeiro 2016

Titulo 0601

06 Janeiro 2016

Projeto Webcegonhas

Cegonhas marcadas rumam ao sul

Aurora e Girassol, duas das cegonhas-brancas marcadas com dispositivos GPS, no âmbito do projeto Webcegonhas, iniciaram no final de agosto a sua dispersão e migração para sul.

 As outras duas cegonhas, Tulipa e Lírio, têm aparentemente restringido as suas movimentações à zona onde nasceram, perto de Coruche. O estudo dos movimentos destas cegonhas já permitiu detetar algumas diferenças nos padrões de dispersão, que variam de indivíduo para indivíduo. 

O Webcegonhas é um projeto de divulgação e sensibilização ambiental, que resulta de uma parceria entre o jornal Público, a Fundação para a Computação Científica Nacional (FCCN) e a REN, desde 2009, e que pretende dar a conhecer as ações para a conservação da cegonha-branca. É um projeto que se enquadra na política de sustentabilidade e ambiental da REN, integra o desenvolvimento do programa Espécies Protegidas de Portugal, e tem como principais objetivos fomentar a investigação, ciência e ensino. Equipadas com tecnologia GPS, as quatro espécies podem ser acompanhadas "passo a passo" através dos dados disponibilizados pelos transmissores, o que permite acompanhar o seu percurso e perceber os seus hábitos migratórios, verificando-se desde início que a sua presença é nitidamente mais comum no sul. 

De acordo com os dados recolhidos, a cegonha Girassol terá começado por explorar a zona do Ribatejo em junho. Durante julho manteve-se a norte de Setúbal, na área da Reserva Natural do Estuário do Tejo e nas lezírias que ocorrem naquela zona. Durante agosto, as suas grandes asas levaram-na para mais para o sul do país, tendo atravessado o Alentejo e chegado até Portimão por volta do final do mês. 

Aurora tem-se revelado a mais aventureira das 4 cegonhas estudadas pelo Webcegonhas, uma vez que, após algumas incursões durante junho e julho pela região onde nasceu, iniciou em agosto uma rota de migração que já a levou ao outro lado da fronteira. Depois de ter iniciado a sua deslocação em direção a este/sudeste, atravessou a fronteira perto de Barrancos. Já em Espanha, manteve a sua incursão para sudeste, tendo chegado no final ao mês à zona entre Gibraltar e Tarifa, após uma breve passagem por Sevilha. Aguardam-se agora novos dados para saber se no próximo mês Aurora terá chegado ao continente africano.

Com uma envergadura de até 2,2 metros e uma silhueta inconfundível, a cegonha é uma ave migratória cuja população tem vindo a crescer no nosso país, depois de ter atingido números preocupantemente baixos nos anos 1980s. A esta recuperação não é alheia a expansão da Rede de transporte de electricidade em muita alta tensão, cujas estruturas oferecem às aves locais para nidificação mais seguros do que as tradicionais árvores. 

Recorde-se que as viagens das "nossas" cegonhas podem ser acompanhadas em direto, durante 24 horas, no site da REN (aqui).

28 Setembro 2015

Dia de Desporto Adaptado

“Um sucesso!” É este o balanço que a Associação Salvador faz do Dia do Desporto Adaptado, iniciativa que se realizou no dia 20 de setembro e contou com a contribuição de voluntários da REN. Dedicado à promoção da atividade física e desportiva junto de pessoas com deficiência motora, o Dia do Desporto Adaptado decorreu no Inatel, em Lisboa, e possibilitou a dezenas de pessoas experimentar várias modalidades desportivas como o Padel, CardioFitness, Voleibol, Dança, Andebol, Acupuntura, Yoga e Ténis de Mesa. 

A contribuição dos voluntários REN para este evento passou pelo apoio à divulgação dos projetos da Associação Salvador, pela angariação de sócios e venda de rifas e merchandising, e pelo apoio ao check-in, às refeições, ao acompanhamento dos participantes e às atividades desportivas. A participação destes voluntários decorreu dentro do âmbito do programa Share.

Ana Luísa Rosa, presença habitual neste acontecimento, esteve alocada ao apoio aos participantes nas modalidades de Padel e Voleibol, afirmando voltar ano após ano porque “é um dia diferente e divertido, com a vantagem de estar a ajudar um bocadinho uma Associação cujo trabalho é de louvar e apoiar”. Os restantes voluntários foram Carlos Dias, que se fez acompanhar pela filha, José Ramalho, Fátima Sousa, acompanhada do marido, e Ana Fonseca, que recrutou três familiares. 

A exemplo do que se tinha verificado em 2014, a Associação Salvador associou-se também ao evento “A Cidade das Tradições”, que decorreu nos dias 18, 19 e 20 também no Inatel. Mostra da arte e cultura tradicionais, do extenso e variado programa de “A Cidade das Tradições” constaram concertos, exposições e demonstrações de artesanato, oficinas de música, dança, e artes e ofícios, folclore, brinquedos e jogos tradicionais, atividades ao ar livre, teatro de robertos e cinema documental. 

A Associação Salvador é uma IPSS que tem entre os seus mecenas a REN, e cuja missão consiste em promover a integração das pessoas com deficiência motora na sociedade e em melhorar a sua qualidade de vida.

23 Setembro 2015

Junior Achievement premiada

Thomas J. Bata Quality Award

A Junior Achievement Portugal (JAP), parceira da REN, venceu, no dia 6 de maio, em Bruxelas, o Thomas J. Bata Quality Award.  

Na cerimónia, a associação que é a congénere portuguesa da Junior Achievement, a maior e mais antiga organização mundial ligada à educação para o empreendedorismo, foi também reconhecida como uma Model Nation Award, pelo sétimo ano consecutivo.

 

O Thomas J. Bata Quality Award é uma distinção atribuída anualmente pela JA Europe, na Assembleia Geral da organização europeia da Junior Achievement, que, desta forma, reconhece, entre as associações congéneres, aquela que, a cada ano,  consegue apresentar elevados padrões de qualidade, sucesso, relevância e sustentabilidade, que contribuíram para alcançar os objetivos estratégicos da JA Europe.

15 Maio 2015

Junior Achievement recebe prémio

Empreendedorismo

A Junior Achievement Portugal (JAP), venceu, no dia 6 de maio, em Bruxelas, o Thomas J. Bata Quality Award.  

Na cerimónia, a associação que é a congénere portuguesa da Junior Achievement, a maior e mais antiga organização mundial ligada à educação para o empreendedorismo, foi também reconhecida como uma Model Nation Award, pelo sétimo ano consecutivo.

O Thomas J. Bata Quality Award é uma distinção atribuída anualmente pela JA Europe, na Assembleia Geral da organização europeia da Junior Achievement, que, desta forma, reconhece, entre as associações congéneres, aquela que, a cada ano,  consegue apresentar elevados padrões de qualidade, sucesso, relevância e sustentabilidade, que contribuíram para alcançar os objetivos estratégicos da JA Europe.

15 Maio 2015

REN, FCT e UP lançam Cátedra

Biodiversidade

A REN, a Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade do Porto criaram uma Cátedra em Biodiversidade.

A parceria entre a REN, a FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia e a Universidade) e o CIBIO-InBIO (Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto) reflecte o compromisso e empenho das três entidades nesta matéria.

A Cátedra, que vai ser ministrada na Universidade do Porto, assenta em 3 pilares: monitorização, minimização e compensação de impactes; ecologia populacional e cidadania na ciência. O primeiro vai desenvolver investigação no domínio da avaliação, monitorização, minimização e compensação de impactes de redes de transporte de energia sobre a biodiversidade, com particular atenção para as linhas elétricas.

O segundo pilar é dedicado à análise das respostas demográficas de espécies sujeitas a mortalidade não natural, um estudo que, no futuro, poderá ajudar a definir as circunstâncias em que se deverão envidar esforços significativos de minimização ou compensação, e para onde direcionar esses esforços.

O terceiro pilar centra-se nos projectos de cidadania na ciência (Citizen Science), uma tendência em crescimento a nível internacional, mas com uma expressão ainda relativamente reduzida em Portugal. Estes projectos têm o duplo objectivo de sensibilizar os cidadãos para a importância da actividade científica, através do seu envolvimento em iniciativas concretas, e de permitir a recolha de dados relativamente simples mas úteis, que seriam difíceis ou muito dispendiosos de recolher por processos convencionais.

Por outro lado, a Cátedra REN em Biodiversidade irá permitir sistematizar e divulgar o trabalho já desenvolvido: identificar impactes na biodiversidade; avaliar riscos e adotar medidas de minimização; promover atividades com impactes positivos; integrar a biodiversidade na atividade da empresa e apoiar iniciativas de conservação da natureza.

08 Maio 2015

Oceano Ártico com novos mínimos

Mínimos desde 1979

O gelo do oceano Ártico desceu este inverno para mínimos de 1979.

O gelo do oceano Ártico desceu este inverno para os seus valores mínimos, de acordo com uma equipa de investigação norte-americana.

Este ano o valor máximo foi de 14,5 milhões de quilómetros quadrados, de acordo com o Centro de dados da Neve e Gelo, sedeado na Universidade de Colorado (EUA).

Segundo adianta a BBC online, estes valores são os mínimos  desde 1979.

Recorde-se que, entre 1975 e 2012, o gelo do Oceano Ártico recuou 65%.

20 Março 2015

R&D Nester prevê energia solar

Aplicação revolucionária

O R&D Nester desenvolveu uma aplicação que faz a previsão da produção de energia solar fotovoltaica.

 

No âmbito do projeto "Renewable Energy Dispatch", a aplicação criada pelo R&D Nester faz a previsão num horizonte de 7 dias e é ajustável às características individuais de cada central fotovoltaica. Passa, por isso, a ser possível determinar-se com maior fiabilidade e menores custos a produção final real de energia solar, o que permitirá potenciar eventuais incrementos em termos de geração a partir de fontes renováveis.
Este modelo, pioneiro em Portugal, já está operacional em 15 centrais fotovoltaicas com base de incidência no centro e sul do país, que corresponde a cerca de 28% da potência solar instalada. O objetivo será depois alargar as previsões a todo o país.

Em breve, o sistema passará a incorporar também a temperatura ambiente, o que permitirá uma previsão ainda mais precisa. Na fase final deste projeto, até outubro deste ano, o R&D Nester conta também incorporar um outro indicador, o cloud índex, um índice de nebulosidade que será obtido através de um equipamento absolutamente inovador, uma sky camera.

Para Nuno Souza e Silva, Administrador do R&D Nester, "este é um importante contributo para iniciar um novo processo de desenvolvimento na gestão da produção fotovoltaica, de forma a criar condições que possam responder a possíveis acréscimos de geração de energia solar".

Sobre o R&D Nester:
O R&D Nester é um centro de investigação e desenvolvimento criado pela REN e pela State Grid Corporation of China para promover e implementar a realização de investigação e desenvolvimento nas áreas de simulação de sistemas de potência, de gestão de energias renováveis, de tecnologias de redes inteligentes e de mercado da energia. Saiba mais em www.rdnester.com/ 

17 Março 2015

Azevinho em Extinção

Excesso de procura no Natal

A procura crescente do azevinho, um dos mais conhecidos símbolos de Natal, está a colocar este arbusto em risco.

A procura crescente do azevinho, um dos mais conhecidos símbolos de Natal, está a colocar este arbusto em risco, divulga o Diário de Noticias.

O cenário de extinção é agravado pelo facto desta procura, que aumenta na época natalícia, destruir as espécies fêmeas. Estas dão os frutos vermelhos, essenciais para a reprodução.

Em S. Pedro do Sul, onde existe a maior reserva do País, devido á apanha excessiva de azevinho tanto para alimentar o gado como para enfeite de lojas, foi proibido "o arranque, corte, transporte e venda, durante todo o ano", revela a autarquia ao Diário de Noticias.

02 Fevereiro 2015

Vegetação absorve mais CO2

Revela estudo internacional

A vegetação da Europa absorve, anualmente, um volume de dióxido de carbono duas vezes superior ao que se pensava antes.

A conclusão é de um estudo realizado pela Universidade de Bremen, na Alemanha, citado pela publicação online Boas Noticias, segundo o qual concluiu-se que as árvores e plantas da Europa são capazes de absorver cerca de 0,6 mil milhões de toneladas a mais do que aquilo que o Painel Intergovernamental para as Mudanças Climáticas pensava.

O Co-Autor do Estudo salientou que não se deve concluir que a Europa pode diminuir os esforços para reduzir as dimensões de CO2, uma vez que o dióxido de carbono tem um período de vida muito longo e é bastante homogéneo, tornando-o num problema global.

02 Fevereiro 2015

Cortiça ajuda a curar feridas

Revela estudo português

Uma substância descoberta na cortiça ajuda a matar bactérias e a curar feridas.

Uma substância descoberta na cortiça ajuda a matar bactérias e a curar feridas. Este é resultado de um estudo português.

No princípio do ano a rádio Campanário divulgou que uma equipa de investigadores portugueses conseguiu finalmente obter da casca do sobreiro uma substância que mata algumas bactérias nos humanos.

A cortiça já era usada na medicina tradicional, contudo o recente estudo sobre esta árvore tipicamente alentejana pode permitir que agora se introduza na medicina convencional, nomeadamente no tratamento de feridas crónicas.

02 Fevereiro 2015

Lenda do Azevinho

Na época Natalícia encontra-se o azevinho e as suas bagas vermelhas como elemento decorativo favorito, tanto em lojas como nas habitações. No RaizOnline Noticias, Dulce Rodrigues conta como o azevinho se tornou num símbolo de Natal tão especial e popular.

O azevinho era a planta sagrada de Saturno que, na mitologia romana, era o equivalente do antigo titã grego Cronos, pai de Zeus. Era essa planta que os antigos Romanos utilizavam durante a Saturnalia, uma das festividades pagãs que está na origem da data de 25 de Dezembro para a celebração do Natal.

 Durante essas festividades, os Romanos ofereciam uns aos outros coroas de azevinho e decoravam também as estátuas de Saturno com ramos desta planta. Os primeiros Cristãos adoptaram esta tradição, para não levantar suspeitas e evitar perseguições, e foi assim que o azevinho perdeu o seu carácter pagão para se tornar num símbolo cristão, típico da quadra Natalícia, pelo menos nos países ocidentais

As folhas pontiagudas do azevinho representam os espinhos da coroa que Jesus levava na cabeça. O verde da sua folhagem representa a vida eterna e o vermelho das suas bagas, o sangue de Jesus. 

02 Fevereiro 2015

Novo Plano para o lobo-ibérico

Vinte entidades portuguesas reuniram-se em Gouveia para discutir estratégias para a conservação do lobo ibérico em Dezembro de 2014, revela o semanário Sol.

Vinte entidades portuguesas reuniram-se em Gouveia para discutir estratégias para a conservação do lobo ibérico em Dezembro de 2014, revela o semanário Sol.

No encontro foram identificados os principais temas a incluir num plano de acção nacional para permitir a conservação e coexistência com o lobo ibérico. Estas incluem a predação no gado, o fomento de presas silvestres, a mortalidade da espécie, a compatibilização das actividades humanas com a conservação do lobo, a gestão e ordenamento do território, a monitorização e investigação, a sensibilização, os financiamentos e apoios públicos e a cooperação e articulação com Espanha, o único outro país onde ocorre a espécie.

28 Janeiro 2015

Medronho é benéfico para a Saude

O consumo do Medronho tem benefícios para a saúde. Esta foi a conclusão de um trabalho realizado por investigadores da Universidade de Aveiro (UA), citado pelo Correio da Beira Serra, que em Dezembro de 2014 estudou as propriedades químicas do medronho, um fruto usado principalmente na produção em licores e aguardentes.

 As propriedades descobertas pelo Departamento de Química da UA revelam que este fruto tem a capacidade de evitar certos responsáveis por doenças como o cancro, de controlar os níveis de colesterol e de melhorar a saúde da pele e dos ossos. Um conjunto de potencialidades que irá ajudar as pessoas dos concelhos, entre outros, de Oliveira do Hospital, Tábua e Seia a olhar de outra forma para estes frutos, que nascem em abundância e de forma espontânea nesta zona. Pode criar uma nova área de exploração agrícola, releva o jornal.

28 Janeiro 2015

2 Novas Águias em Mafra

Nasceram duas novas crias de um casal de águias-de-Bonelli na Tapada Nacional de Mafra. Há 21 anos que o casal escolheu a Tapada de Mafra como sua casa e é habitual que tenham uma cria por ano. Contudo, este ano foi a terceira vez que o nascimento de duas crias aconteceu, revela o Diário Digital.

O ninho situa-se na zona mais tranquila da Tapada, no alto de um Pinheiro Manso. Um local onde estas aves encontram a serenidade, isolamento e alimentos necessários para as suas crias.

Segundo a publicação online, este acontecimento foi uma grande satisfação, pois indica que os progenitores continuam a encontrar as condições necessárias para procriar na Tapada Nacional de Mafra. O rasto das aves é difícil de seguir, contudo pode-se avistar no solo da Tapada plumagem perdida, restos alimentares e excrementos que indicam a sua presença.

Em Setembro foi possível ver as crias a ensaiarem os primeiros voos e o casal de águias começou a preparar o novo ciclo de reprodução, levando as crias Bonelli a encontrar um novo território. Eram já juvenis, de seis meses, com cerca de meio metro de comprimento e envergadura de asas entre 1,5 m e 1,8 metros.

28 Janeiro 2015

Águia de Bonelli em Liberdade

O Núcleo da Quercus do Litoral Alentejano devolveu à natureza uma águia de Bonelli em Dezembro de 2014.

No final do ano de 2014, a águia foi libertada na Herdade do Pinheiro em Alcácer, o mesmo local onde tinha sido capturada a 1 de Agosto de 2014 por estar doente, revela a página da Miróbriga FM. A associação ambientalista Quercus, através do Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André, tratou do animal e quando estava recuperada devolveu-a ao seu habitat natural com sucesso.

Segundo a Quercus, citada pela rádio ribatejana, a águia de Bonelli é uma ave de rapina em perigo de extinção. Após o período de recuperação, a ave foi marcada com uma anilha metálica, de modo a ser possível identifica-la em caso de ser encontrada outra vez.

O Centro de Recuperação de Animais Selvagens de Santo André recebeu 124 aves em 2014, duas tartarugas e um mamífero e, actualmente, tem 40 animais em recuperação

28 Janeiro 2015

Como é o canto das cegonhas?

Ao passarmos por um grupo de aves, mesmo que não as consigamos ver, podemos sempre tentar identifica-las pelo seu canto. No entanto, nem todas as aves são capazes de cantar. Para que tal aconteça, é necessário que estas possuam um órgão chamado siringe, que é o responsável tanto pela produção, como pela emissão de sons. Este órgão situa-se entre a traqueia e os brônquios primários e é o equivalente da laringe (e cordas vocais) nos humanos. Algumas aves possuem uma forma mais desenvolvida deste órgão, sendo por isso capazes de reproduzir sons mais complexos, como é o caso dos papagaios.

Tanto a cegonha-branca, como alguns dos seus parentes próximos (p. ex. os abutres) não possuem siringe, ou esta encontra-se num estado demasiado imaturo o que a incapacita de ser capaz de completar a sua função. No entanto, estes animais são capazes de produzir pequenos barulhos como grunhidos e assobios suaves. Apesar desta característica, as cegonhas-brancas conseguem fazer-se ouvir até cerca de 1 quilómetro. Para tal, batem com a parte superior e inferior do bico uma na outra, produzindo um som que algumas pessoas dizem ser similar ao som de uma metralhadora. Este som é utilizado tanto por machos como fêmeas na altura da reprodução de modo a atraírem um parceiro.

Estes são contributos no âmbito do projecto "Cegonhas", uma parceria entre a REN e o Jornal Público.

28 Janeiro 2015